Grupo pede diplomacia, mas silencia sobre o Hamas
O grupo BRICS divulgou nesta terça-feira (24) uma declaração oficial em defesa do Irã, condenando ataques ao território ocorridos em 13 de junho e acusando genericamente outras nações de violar o direito internacional.
Para o bloco, a ofensiva militar seria uma violação da Carta da ONU e fator de instabilidade no Oriente Médio.
No texto, o BRICS, que agora inclui o próprio Irã, além de países como China, Rússia e Arábia Saudita, defende o “rompimento do ciclo de violência” e a “restauração da paz”.
A declaração também expressa preocupação com possíveis ataques a instalações nucleares iranianas. O grupo apela ao respeito às normas da Agência Internacional de Energia Atômica, ignorando o histórico de desrespeito do Irã aos protocolos internacionais.
“O BRICS condena ataques a infraestruturas civis e defende a proteção de civis”, afirma o documento.
Em tom protocolar, o bloco expressou condolências às vítimas, sem citar os atos do regime iraniano contra dissidentes e minorias dentro do próprio país.
A nota reitera a criação de uma “zona livre de armas nucleares” no Oriente Médio, um objetivo que contrasta com o histórico de opacidade do Irã e com o apoio tácito da Rússia e da China ao avanço nuclear da República Islâmica.
Por fim, o BRICS convoca a comunidade internacional a apoiar “iniciativas de diálogo”, encerrando a nota com uma promessa de “compromisso com a paz”, enquanto, na prática, alinha-se a regimes que desprezam a democracia e alimentam o extremismo regional.
