Charlie Kirk e a esquerda extremista
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
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Charlie Kirk e a esquerda extremista

Departamento de Estado dos EUA revoga vistos de estrangeiros, incluindo um brasileiro, por celebrarem o assassinato do ativista Charlie Kirk.
EUA revogam visto de brasileiro que celebrou morte de Charlie Kirk.

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Por André Marsiglia

Professor de Direito Constitucional

O assassinato de Charlie Kirk expõe, de maneira cruel, os limites reais do debate público. Mais do que a perda de uma pessoa que tinha como marca o estímulo ao confronto de ideias, sua morte e as reações que ela provocou revelam quem de fato hoje deseja interditar a pluralidade democrática: a esquerda.

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O verdadeiro risco à liberdade de expressão em uma democracia não está na defesa de ideias radicais, mas na interdição do debate. Se as ideias de Kirk, vistas como extremistas, são interditadas pela violência da esquerda, a esquerda é a extremista.

A liberdade de expressão serve como motor do debate público, portanto, seu limite lógico é desejar a extinção do outro. Sem o outro não há debate, quando alguém deseja ou celebra a morte do interlocutor, deseja a extinção do próprio debate, extingue a razão de ser da liberdade de expressão.

Falar sozinho é ato típico do tirano. É o que regimes autoritários promovem: a eliminação do contraditório para que reste apenas a versão oficial. É por isso que, quando artistas e políticos de esquerda comemoram a morte de Charlie Kirk, não se trata de liberdade de expressão. Trata-se de um ato de censura ao diferente, à pluralidade, o que se almeja é justamente eliminar a possibilidade de troca de ideias.

O mesmo fenômeno foi visto quando Olavo de Carvalho morreu: a celebração da morte como recurso político, como se o silêncio de quem incomodava fosse um triunfo democrático. Esse comportamento precisa ser chamado pelo nome correto: extremismo.

Repitamos à exaustão: extremismo não é defender ideias extremas. Conceitos radicais são, muitas vezes, motor de transformação. Extremismo é impedir que o outro defenda suas ideias. É interditar o debate pela violência, pela censura. O verdadeiro extremismo não está em quem pensa diferente, mas em quem impede que o diferente possa existir.

A narrativa de que a direita é extremista se sustenta cada vez menos. O atentado contra Trump, a celebração do assassinato de Kirk e o fechamento do debate hoje partem majoritariamente da esquerda, que não apenas combate ideias, mas festeja a eliminação de quem as sustenta.

A recusa em conviver com o diferente é o sinal mais claro de intolerância, o risco mais grave para a democracia, e está presente na atuação do governo Lula contra as redes sociais, na atuação do STF contra o bolsonarismo e na esquerda comemorando a morte de Kirk.

André Marsiglia, 46 anos, é advogado e professor. Especialista em liberdade de expressão e direito digital. Pesquisa casos de censura no Brasil. É doutorando em direito pela PUC-SP e conselheiro no Conar. Artigo publicado originalmente no portal Poder360. 

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