Já está valendo: Cessar-fogo em Israel e Hamas têm acordo depois de dois anos de guerras
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Já está valendo: Cessar-fogo em Israel e Hamas têm acordo depois de dois anos de guerras

Israel e Hamas firmam cessar-fogo mediado pelos EUA; acordo prevê devolução de reféns e libertação de presos palestinos Foto: Agência Brasil
Israel e Hamas firmam cessar-fogo mediado pelos EUA; acordo prevê devolução de reféns e libertação de presos palestinos Foto: Agência Brasil

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Por Redação

Acordo prevê devolução de reféns israelenses e libertação de presos palestinos

Entrou em vigor nesta sexta-feira (10), o cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas, mediado pelos Estados Unidos. O acordo começou ao meio-dia no horário local, correspondendo a 6h em Brasília.

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As Forças de Defesa de Israel (IDF), informaram que suas tropas foram reposicionadas “ao longo das novas linhas de destacamento em preparação para o acordo de cessar-fogo e o retorno dos reféns”. As forças do Comando Sul permanecem em alerta para agir “contra qualquer ameaça imediata”, segundo o comunicado.

O plano de trégua foi aprovado na quinta-feira (9), pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud. A proposta americana estabelece um período de interrupção dos combates e prevê a devolução dos 48 reféns ainda sob poder do Hamas.

Netanyahu declarou após a reunião que Israel “lutou por dois anos para alcançar seus objetivos de guerra” e está próximo de concretizar o principal deles — o retorno dos sequestrados.

Pelo acordo, também estão previstas libertações de prisioneiros palestinos. Segundo informações divulgadas pela emissora Al Jazeera, 250 condenados à prisão perpétua em Israel e cerca de 1.700 detidos na Faixa de Gaza serão soltos.

O chefe das negociações do Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou que recebeu garantias dos Estados Unidos de que “a primeira fase do acordo encerra definitivamente a guerra”.

A trégua marca um novo capítulo no conflito iniciado após os ataques terroristas de 2023, quando o Hamas invadiu território israelense, matou civis e sequestrou dezenas de pessoas, deflagrando uma das ofensivas militares mais longas do país em Gaza.

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