CCJ aprova suspensão de ação contra Gayer no STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

CCJ aprova suspensão de ação contra Gayer no STF

Comissão da Câmara aprovou suspensão de ação penal no STF contra deputado Gustavo Gayer; relator citou imunidade parlamentar

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Caso segue para votação no plenário da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (8), a suspensão da ação penal contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A matéria segue agora para votação no plenário da Casa.

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O processo envolve um vídeo publicado por Gayer em 2023, em que critica o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o atual presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, por não pautarem o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) também apresentou queixa-crime, afirmando que Gayer o chamou de “vagabundo”.

Segundo Vanderlan, Gayer cometeu calúnia, injúria e difamação, e estenderia os crimes a todos os senadores e ministros do STF. Ele pediu ainda a condenação por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e violência política, além de censura prévia nas redes sociais contra o deputado.

Para o relator na CCJ, deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), as críticas de Gayer estão protegidas pela imunidade parlamentar, mesmo que expressas de forma dura. O relator destacou que Gayer não cita Vanderlan nominalmente e que termos como “comprados” se referem a escolhas políticas e não a ato literal de compra.

Cathedral também afirmou que expressões como “viraram as costas para o povo” são de uso comum no parlamento e não configuram crime.

Gayer no STF

No STF, o caso foi inicialmente sorteado para o ministro André Mendonça, mas a então presidente da Corte, Rosa Weber, transferiu a relatoria para Alexandre de Moraes.

O deputado comemorou a aprovação na CCJ e afirmou que a comissão atua para proteger a imunidade parlamentar e assegurar o debate político. Ele pediu desculpas pelo uso da comissão para sustar o processo e ressaltou a importância da imunidade mesmo em “tempos sombrios”.

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