Castro pede transferência de lideranças do CV para presídios federais
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Castro pede transferência de lideranças do CV para presídios federais

Governador do RJ, Cláudio Castro, elogia Elmano de Freitas e policiais pela ação contra o crime organizado no Ceará
Governador do RJ, Cláudio Castro, elogia Elmano de Freitas e policiais pela ação contra o crime organizado no Ceará. Foto: Republicação/ Imprensa Claudio Castro

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Pedido foi autorizado após operação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro

O governador Cláudio Castro (PL) solicitou, e o governo federal acatou, no início da noite desta terça-feira (28), o pedido de transferência de dez criminosos do sistema penitenciário do Rio de Janeiro para presídios federais de segurança máxima.

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Segundo Castro, eles são apontados como chefes do Comando Vermelho (CV) que, mesmo presos, teriam ordenado ataques e ações de retaliação após a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 64 mortos — entre eles, quatro policiais — e 81 presos.

“Recebi agora das polícias Civil e Penal um relatório das dez maiores lideranças que, de dentro das nossas cadeias, estão ajudando a provocar todo esse terror. Tomei a decisão, acreditando que política de segurança pública se faz com diálogo e integração, de pedir ao governo federal dez vagas para transferência imediata desses criminosos”, afirmou o governador em vídeo publicado nas redes sociais.

Os nomes indicados para transferência são:

  • Wagner Teixeira Carlos (Waguinho de Cabo Frio);
  • Rian Maurício Tavares Mota (Da Marinha);
  • Roberto de Souza Brito (Irmão Metralha);
  • Arnaldo da Silva Dias (Naldinho);
  • Alexander de Jesus Carlos (Choque/Coroa);
  • Leonardo Farinazzo Pampuri (Léo Barrão);
  • Marco Antônio Pereira Firmino (My Thor);
  • Fabrício de Melo de Jesus (Bichinho);
  • Carlos Vinícius Lirio da Silva (Cabeça do Sabão);
  • Eliezer Miranda Joaquim (Criam).

Em nota, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou a autorização das vagas e anunciou uma reunião de emergência no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (29), com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

O pronunciamento do governo foi divulgado após uma reunião realizada no Palácio do Planalto para monitorar os desdobramentos da operação policial no Rio. O encontro foi coordenado pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin (PSB).

Na ocasião, o governo reforçou que “as forças policiais e militares federais reiteraram que não houve qualquer consulta ou pedido de apoio, por parte do governo estadual do Rio de Janeiro, para realização da operação”.

Participaram da reunião o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o advogado-geral da União, Jorge Messias, a ministra das Mulheres, Macaé Evaristo, e representantes dos ministérios da Justiça, da Defesa e da Polícia Federal.

O presidente Lula (PT) está em viagem à Malásia e não participou do encontro.

Operação Contenção

A Operação Contenção, considerada a mais letal da história do estado, mobilizou cerca de 2.500 policiais civis e militares nos complexos do Alemão e da Penha. Além dos mortos, foram 81 presos e 93 fuzis apreendidos.

Mais cedo, Castro afirmou que o estado “estava sozinho” na operação e criticou a falta de apoio da União.

Segundo o governador, o governo federal negou três pedidos de empréstimo de blindados das Forças Armadas por exigir decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que permite o uso das Forças Armadas em ações de segurança pública sob comando da Presidência da República.

“Tivemos pedidos negados três vezes: para emprestar o blindado, tinha que ter GLO, e o presidente [Lula] é contra a GLO. Cada dia uma razão para não estar colaborando”, disse Castro.

Veja a declaração do governador do RJ, Claudio Castro: 

Castro pede transferência de lideranças do CV para presídios federais

 

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