Advogada cita refugiada nos EUA como exemplo da perseguição
A advogada Carol Sponza criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) durante participação no programa ALive desta quinta-feira (21). Para ela, a Corte tem feito mudanças arbitrárias na interpretação das leis para manter em seu controle processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
Segundo Sponza, casos ligados ao ex-presidente deveriam tramitar na primeira instância, já que se tratariam de crimes comuns e ele não teria mais foro privilegiado.
“O que o STF fez foi estender o entendimento de que ex-presidente manteria o foro. Ele mudou o entendimento para poder garantir que isso não ia sair do STF”, afirmou.
Ela também comentou a forma como o tribunal vem utilizando o artigo 43 do Regimento Interno, que prevê a competência do STF para infrações cometidas dentro de sua sede.
“O STF estendeu isso para todos os supostos crimes virtuais, para tudo que acontece na internet, e puxou a competência para ele. Quando ele já rasga o próprio regimento, a lei, tudo isso, já joga a competência para tudo isso, é óbvio que eles vão fazer isso em relação a Malafaia, em relação a todos os presos”, disse.
Carol Sponza ainda denunciou a perseguição política, citando casos de investigados que buscaram refúgio fora do país.
“A gente tem um caso da Aline, que é uma nova refugiada que está nos Estados Unidos, fugindo do Moraes. Isso é o que a gente está vivendo no Brasil. Todo santo dia eles aumentam a arbitrariedade, e a gente está que nem sapo na panela”, afirmou.
Para ela, a sociedade brasileira não pode encarar essas decisões como episódios isolados, pois a população a qualquer momento também pode ser afetada diretamente por esses movimentos do STF.
Assista ao programa na íntegra:
