Carol Sponza: “Gilmar Mendes faz política e não deveria estar no STF” - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Carol Sponza: “Gilmar Mendes faz política e não deveria estar no STF”

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Por Adrian Almeida

Para a advogada, Congresso deveria reagir à postura política de ministros do Supremo

A advogada e cientista política Carol Sponza criticou a atuação do ministro do STF Gilmar Mendes durante participação no programa ALive desta terça-feira (26). Ela afirmou que há uma normalização no Brasil do comportamento político do magistrado.

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“Eu quero saber em que momento a gente normalizou no Brasil o Gilmar falar isso, que o gabinete dele é a sala dos milagres. Quem é o Gilmar Mendes para receber tudo que é político? Ele é ministro do Supremo”, disse Sponza, destacando que em países como os Estados Unidos ministros da Suprema Corte não recebem políticos nem comentam casos em andamento.

Ela lembrou dos encontros frequentes de parlamentares com ministros do STF e questionou a ausência de transparência para a população sobre os motivos dessas visitas.

“O que esse pessoal do PL está indo fazer peregrinação no STF? Está negociando o quê? A gente tem obrigação de saber. Essa fala do Gilmar, a gente normalizou isso. Isso era para, em um país sério, estar na primeira página de todos os jornais. Ministro do STF está fazendo política.”

Na avaliação de Sponza, o papel do Supremo vem extrapolando os limites constitucionais e acaba deturpando a atuação de seus ministros, que não deve ser igual a de um parlamentar.

“Dá logo um cargo para ele, dá logo um ministério. Bota logo um gabinete que tem agenda e ele fica despachando o que vai acontecer em termos de política pública, porque a gente já está vendo que todas as emendas parlamentares estão lá presas no Supremo Tribunal Federal.”

Ela ainda relacionou a situação à concentração de poder no tribunal. A Magnitsky tem que alcançar outros ministros além do Alexandre de Moraes, segundo ela.

“Quem manda no Brasil hoje é o Gilmar Mendes. E aí eu volto à minha fala anterior. Não existe meio do caminho. A Magnitsky tem que chegar no Gilmar também. Tem que chegar no Barroso. Tem que chegar no Dino, que deu aquela decisão catastrófica, falando que a gente não pode aplicar Magnitsky aqui no Brasil.”

Por fim, a advogada defendeu que o Congresso Nacional assuma sua responsabilidade diante das atitudes dos ministros.

“A gente não pode normalizar isso. A gente não pode recuar. Onde está o Senado Federal, que vê uma fala dessa e não pede impeachment de ministro? E de novo, não adianta botar na conta dos presidenciáveis. A gente tem que botar na conta do Congresso Nacional.”

Assista ao programa completo:

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