Cármen Lúcia será a relatora do código de ética do STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Cármen Lúcia será a relatora do código de ética do STF

Ministra ficará responsável por proposta que busca prevenir conflitos de interesse na Corte

Ministra Cármen Lúcia na sessão plenária.

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Por Redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, anunciou nesta segunda-feira (2) que a ministra Cármen Lúcia será a relatora da proposta de criação de um Código de Ética para os integrantes da Corte. A iniciativa é apontada como uma das prioridades da atual gestão e ocorre em meio a críticas públicas envolvendo a atuação de ministros em casos recentes.

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O anúncio foi feito durante a sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, cerimônia que marca a retomada dos trabalhos após o recesso. Em seu discurso, Fachin afirmou que o Judiciário enfrenta desafios permanentes para preservar a integridade institucional e a confiança da sociedade.

“Momentos de adversidade exigem mais do que discurso, pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição da República”, declarou.

Segundo o presidente do STF, a proposta do código busca consolidar parâmetros de conduta, prevenir conflitos de interesse e ampliar a transparência no funcionamento da Corte. O texto a ser elaborado por Cármen Lúcia será submetido à deliberação do plenário e discutido de forma pública, ainda sem data definida para apresentação da versão final.

Fachin reconheceu a existência de resistência interna à adoção de regras formais de conduta, mas afirmou que pretende construir consenso entre os ministros. “Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito desse colegiado. Impende dialogar e construir confiança pública, porque nessa reside a verdadeira força do Estado Democrático de Direito”, disse.

O ministro também ressaltou que os integrantes do Supremo “respondem pelas escolhas que fazem” e classificou o momento como de “autocorreção”, destacando que divergências internas não afastam o compromisso comum com a instituição.

A cerimônia contou com a presença do presidente Lula (PT), dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de ministros, autoridades e representantes dos demais Poderes.

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