Senador explica que reunião com Messias e bancada evangélica depende de decisão dos parlamentares
Ao chegar para o início da sessão da CPMI do INSS nesta segunda-feira (1º), o senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou que o governo tem interferido no trabalho do Congresso ao levar ao Supremo Tribunal Federal decisões com as quais não concorda. Segundo ele, essa prática acaba invadindo a competência do Parlamento.
Viana citou como exemplo a análise do ministro Dino sobre emendas parlamentares, que, na sua avaliação, foi desnecessária, já que órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União atuam diretamente na fiscalização das emendas.
“O governo precisa estabelecer um diálogo mais claro e respeitar o espaço do Legislativo. Hoje, muitas decisões são questionadas judicialmente, comprometendo nossa autonomia”, disse o senador.
O parlamentar também comentou sobre a reunião solicitada pelo presidente do Senado com a bancada evangélica. Viana destacou que, como presidente da frente, considera seu papel comparecer ao encontro, mas ressaltou que a participação dos demais senadores será uma decisão individual.
Por fim, Viana garantiu que o requerimento de convocação do advogado-geral da União estará na pauta de quinta-feira, reforçando a importância de que cada parlamentar se posicione publicamente sobre o tema.
