Empresário preso é apontado como articulador de esquema bilionário de fraudes no INSS
O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, negou envolvimento em irregularidades e entregou documentos à Polícia Federal em depoimento realizado na última segunda-feira (22), em Brasília. Ele é investigado como operador de um esquema de fraudes bilionárias em aposentadorias e pensões do INSS.
Antunes respondeu a todas as perguntas da PF e afirmou que prestou serviços legais às associações investigadas. Disse também que o trabalho de lobista não é ilegal. A íntegra do depoimento segue sob sigilo, mas as informações foram divulgadas pela CNN.
O empresário foi preso em 12 de setembro, em operação da PF, e segue detido em Brasília. Na ação, veículos foram apreendidos e seu filho foi alvo de busca e apreensão.
Careca na CPMI
Hoje (25), Antunes depõe neste momento à CPMI do INSS, no Congresso. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que o investigado pediu para não ser conduzido com algemas.
“Ele entende que as algemas são desnecessárias, uma vez que está colaborando com a CPMI”, disse Viana para a imprensa.
Apesar de decisão do ministro André Mendonça, do STF, que desobrigava sua presença, Antunes aceitou comparecer após a comissão aprovar a convocação da esposa, Tânia Carvalho dos Santos, e do filho, Romeu Carvalho Antunes. Ambos são apontados como sócios em empresas ligadas ao esquema.
Investigações sobre o Careca
A PF aponta que pessoas físicas e jurídicas vinculadas a Antunes receberam mais de R$ 53 milhões de entidades associativas. Ele é acusado de liderar 22 empresas usadas nas fraudes, de movimentar valores acima da renda declarada, de manter uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas e de utilizar empresas de propósito específico para blindagem patrimonial.
Em maio, outra operação apreendeu seis carros de luxo para investigar a origem dos bens.
