Câmara inicia processo contra 14 deputados por obstrução
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Câmara inicia processo contra 14 deputados por obstrução

Câmara vai punir 14 deputados por motim contra Hugo Motta. Marcos Pollon será suspenso por 120 dias; Van Hattem e Zé Trovão, por 30
Câmara vai punir 14 deputados por motim contra Hugo Motta. Marcos Pollon será suspenso por 120 dias; Van Hattem e Zé Trovão, por 30

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Corregedoria terá 48 horas para analisar representações; punição pode chegar a seis meses de suspensão

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Corregedoria da Casa, na sexta-feira (8), representações disciplinares contra 14 deputados que participaram da ocupação do plenário nos dias 5 e 6 de agosto.

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As denúncias devem chegar formalmente ao corregedor Diego Coronel (PSD-BA) nesta segunda-feira (11). A partir daí, o prazo para análise será de 48 horas, com previsão de conclusão até quarta-feira (13).

O rito prevê que, após o parecer da Corregedoria, a Mesa Diretora pode enviar os casos ao Conselho de Ética. Cada processo terá um relator e prioridade na análise. Se houver recomendação de afastamento, a suspensão de mandato pode chegar a seis meses. Em qualquer cenário, os deputados poderão recorrer ao plenário, que decide por maioria absoluta (257 votos).

Caso o Conselho de Ética rejeite a suspensão, a Mesa ainda pode recorrer ao plenário. Se o colegiado não se manifestar no prazo de três dias úteis, o pedido de afastamento pode ser encaminhado diretamente ao plenário.

A lista de denunciados inclui: Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS), Marco Feliciano (PL-SP), Marcos Pollon (PL-MS), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Zé Trovão (PL-SC) e Luciano Zucco (PL-RS).

A ocupação ocorreu em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Os parlamentares exigiam votação imediata de três pautas: anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, fim do foro privilegiado e impeachment de Moraes.

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