A Câmara dos Deputados aprovou, na segunda-feira (26), o projeto de lei nº 6.366/2019, que institui o “Dia Nacional das Defensoras e Defensores de Direitos Humanos – Marielle Franco”. A data escolhida foi 14 de março, dia em que a vereadora do PSOL e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados, em 2018. Agora, a proposta segue para análise no Senado.
A aprovação do projeto gerou críticas da oposição. Deputados como Sargento Gonçalves (PL-RN) e Luiz Lima (Novo-RJ) questionaram o uso do nome de Marielle no texto.
“A ideia para se comemorar o dia dos defensores é muito bacana. Mas decidiram colocar o nome do dia com o de uma militante da esquerda”, afirmou Sargento Gonçalves.
Luiz Lima questionou: “Por que o Tim Lopes, que foi queimado vivo no Rio de Janeiro, não dá nome a este projeto de lei?”
Em resposta, Chico Alencar (PSOL-RJ) falou que outras datas comemorativas também homenageiam personalidades específicas, como o Dia Nacional da Poesia, dedicado a Carlos Drummond de Andrade, e o Dia Nacional da Saúde, em homenagem a Oswaldo Cruz.
“Agora o Dia Marielle Franco não pode por razão meramente partidária, ideológica no sentido apequenado da palavra, do preconceito e do ódio a quem é defensor dos direitos humanos”, afirmou.
O projeto segue agora para o Senado, onde ainda precisa ser aprovado antes de se tornar lei.
