Caixa é investigada por rebaixar quem barrou Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Caixa é investigada por rebaixar gestores que barraram Master

Servidores perderam cargos após parecer contrário à compra de R$ 500 milhões

Caixa cobra R$ 131 mil de ex-presidente do BRB foto: Caixa
foto: Caixa

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu nesta quarta-feira (18) um inquérito para investigar o rebaixamento de três funcionários da Caixa Econômica Federal que se posicionaram contra a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, em 2024.

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Leonardo Silva, Mariangela Fraga e Daniel Gracio atuavam como gestores de fundo na Caixa Asset, braço de investimentos da instituição. Eles emitiram parecer contrário à operação em 5 de julho de 2024. Três dias depois, em 8 de julho, perderam suas funções.

Segundo o MPT, a apuração tem relação com o acordo firmado pela Caixa em 2022, após denúncias envolvendo o então presidente Pedro Guimarães, que previa medidas para prevenir assédio e irregularidades no ambiente de trabalho.

A Caixa terá até o dia 26 para responder aos questionamentos do órgão.

Histórico da operação

A operação envolvendo o Banco Master foi alvo de questionamentos internos antes de avançar.

Em outubro de 2024, o Tribunal de Contas da União (TCU) multou em R$ 10 mil o ex-diretor da Caixa Asset Igor Macedo Laino. O relator do caso, ministro Antonio Anastasia, apontou que o gestor ignorou pareceres técnicos que indicavam riscos na operação.

Entre os pontos levantados estavam baixa liquidez, prazo elevado, concentração atípica e necessidade de análises adicionais.

Posicionamento da Caixa

Após a liquidação do Banco Master, em novembro de 2024, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, afirmou que não era razoável transformar o episódio em “uma questão midiática”.

A assessoria da Caixa foi procurada e não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.

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