Caso Master: Carol de Toni aciona CNMP contra Gonet
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Caso Master: Carol de Toni aciona CNMP contra Gonet

Parlamentar aponta omissões do PGR no caso do banco de Daniel Vorcaro

No Ministério Público Federal (MPF), parte dos procuradores considera que Gonet adota uma estratégia de blindagem ao ministro do STF. Foto: Antonio Augusto/STF.

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Por Redação

A deputada federal Carol de Toni (PL-SC) protocolou representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para apurar a conduta funcional do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O pedido foi encaminhado na última terça (17).

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A parlamentar também enviou indicação a Lula (PT) pedindo a reavaliação da permanência de Gonet no cargo.

“As medidas se baseiam em questionamentos sobre a atuação da Procuradoria-Geral da República em investigações que envolvem suspeitas de espionagem ilegal, intimidação de jornalistas e acesso indevido a sistemas sigilosos de órgãos públicos, incluindo bases da Polícia Federal, do Ministério Público e de organismos internacionais”, informou a assessoria da deputada sobre as medidas.

De Toni afirma que há indícios de omissão, contradições institucionais e possível comprometimento da imparcialidade do PGR. “O Ministério Público tem um papel constitucional claro: defender a ordem jurídica. E vimos essa defesa em xeque, quando surgiram dúvidas relevantes sobre essa atuação”, disse.

Segundo a representação, Gonet pediu prazo adicional para analisar provas do caso Master e, ao mesmo tempo, indicou não haver urgência para medidas cautelares. Para a deputada, há inconsistência: “Se não houve tempo suficiente para analisar as provas, não é possível afirmar com segurança que não há risco. Essa contradição precisa ser esclarecida”.

O documento também cita o arquivamento de pedidos considerados relevantes, incluindo questionamentos sobre suspeição de autoridades envolvidas no caso Master e possíveis conflitos de interesse.

“Não se trata de antecipar julgamento, mas de garantir que fatos graves sejam devidamente apurados com a seriedade que o caso exige”, diz a peça.

A parlamentar menciona investigações da Polícia Federal (PF) citadas em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontam estruturas de monitoramento de críticos, tentativa de acesso a dados sigilosos e uso indevido de sistemas institucionais.

Há ainda registros de possíveis intimidações a jornalistas, ex-funcionários e concorrentes. Segundo os autos do caso, um investigado teria utilizado credenciais de terceiros para acessar bases restritas da PF, do MP e de organismos internacionais, como FBI e Interpol.

Para Carol de Toni, a gravidade do caso exige atuação firme da PGR. Ela também sustenta que o pedido encaminhado a Lula (PT) tem base na Constituição Federal, que prevê a exoneração do procurador-geral com iniciativa do Executivo e aprovação do Senado.

Na indicação, ela afirma que há elementos que justificam a medida, diante de possíveis omissões e da necessidade de preservar a credibilidade institucional.

“Não pode haver qualquer dúvida sobre a atuação de quem ocupa um cargo dessa relevância. Quando há questionamentos consistentes, é dever das instituições agir”, afirmou.

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