Magno Malta quer Bukele na CPI do Crime Organizado
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Magno Malta quer Bukele na CPI do Crime Organizado

Magno Malta quer Bukele na CPI do Crime Organizado
Foto: Casa Presidencial El Salvador

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Senador quer que Bukele detalhe plano que reduziu drasticamente criminalidade em El Salvador

O senador Magno Malta (PL-ES) apresentou requerimento para que Nayib Bukele, presidente de El Salvador, seja convidado a comparecer à CPI do Crime Organizado, mesmo que por “videoconferência”, para falar sobre o “plano de combate total às facções criminosas” implementado pelo salvarenho em seu país.

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No pedido, o parlamentar destaca que o caso de El Salvado “constitui um dos mais notáveis e debatidos casos de reversão drástica dos índices de criminalidade no cenário internacional”.

“O país, que em 2015 registrava a impressionante marca de 107 homicídios por 100 mil habitantes, foi capaz de reduzir esse índice para 2,4 homicídios por 100 mil habitantes, segundo dados oficiais, tornando-se uma das nações mais seguras do continente americano”, afirma Malta no requerimento.

“A presença do Presidente de El Salvador, ainda que por videoconferência, contribuirá significativamente para subsidiar propostas legislativas e políticas públicas nacionais, à luz de experiências comparadas, fortalecendo o papel desta Comissão como espaço de diagnóstico, aprendizado e formulação de soluções eficazes e duradouras para o combate ao crime organizado no Brasil”.

Em outro requerimento, o senador propõe uma “diligência externa” em El Salvador de Bukele, visando a “coleta de informações, boas práticas e experiências legislativas que possam subsidiar o trabalho desta CPI e de futuras proposições legislativas relacionadas ao combate ao crime organizado no Brasil”.

Malta cita que a política de segurança implementada por Bukele, “denominada Plano de Controle Territorial permitiu a prisão, desde 2022, de cerca de 78 mil membros de facções criminosas, o fortalecimento da estrutura carcerária e o restabelecimento da presença do Estado em territórios antes dominados por grupos armados”.

Segundo o senador, “a visita incluirá reuniões com autoridades do governo salvadorenho, em especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), a megaprisão símbolo do plano de segurança, além de encontros com parlamentares e especialistas locais”.

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