Braskem pagará R$ 1,2 bilhão em indenizações por desastre geológico em Maceió
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Braskem pagará R$ 1,2 bilhão em indenizações por desastre geológico em Maceió

A Braskem fechou um acordo com o governo de Alagoas para pagar R$ 1,2 bilhão em indenizações foto: Agência Brasil
A Braskem fechou um acordo com o governo de Alagoas para pagar R$ 1,2 bilhão em indenizações foto: Agência Brasil

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Por Redação

Acordo com o governo de Alagoas prevê compensação por danos causados pelo afundamento do solo

A Braskem fechou um acordo com o governo de Alagoas para pagar R$ 1,2 bilhão em indenizações pelo afundamento do solo em bairros de Maceió, causado pela extração de sal-gema realizada pela companhia.

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O desastre geológico, que se agravou a partir de 2018, comprometeu a estrutura de milhares de imóveis e forçou mais de 60 mil pessoas a deixarem suas casas por risco de colapso.

O que está no acordo da Braskem?

Segundo a empresa, o acordo prevê compensação, indenização e ressarcimento ao estado como forma de “reparação integral de todo e qualquer dano patrimonial e extrapatrimonial”. O pagamento será feito em um prazo de dez anos, dos quais R$ 139 milhões já foram quitados, informou a Braskem em comunicado a investidores divulgado na segunda (10).

A exploração mineral provocou instabilidade nas bases geológicas da região da Lagoa Mundaú, afetando os bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol.

As áreas foram interditadas pela prefeitura e pela Defesa Civil, que monitoram o afundamento do solo desde o início do desastre.

A Braskem fechou um acordo com o governo de Alagoas para pagar R$ 1,2 bilhão em indenizações foto: Agência Brasil
A Braskem fechou um acordo com o governo de Alagoas para pagar R$ 1,2 bilhão em indenizações                foto: Agência Brasil

Em novembro de 2023, a prefeitura de Maceió decretou estado de emergência por risco de colapso em uma das minas de sal-gema.

No mesmo período, a Polícia Federal indiciou 20 pessoas na investigação sobre o caso, que segue em tramitação na 2ª Vara Federal de Alagoas.

Em julho deste ano, a Defensoria Pública de Alagoas ingressou com uma nova ação pedindo indenização de R$ 4 bilhões para compensar a desvalorização dos imóveis localizados em bairros vizinhos às áreas atingidas.

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