Os solavancos vividos hoje pela população cresce a cada dia e o cidadão brasileiro, até a data de 29 de maio, precisou trabalhar 149 dias para pagar impostos, taxas e contribuições que consomem 40,82% de sua já BB renda anual. O levantamento é do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) que expõe a voracidade do setor público, que drena o bolso do cidadão e, em troca, entrega serviços pífios.
Além disso, o Brasil também amarga a última posição no Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (IRBES), do IBPT, que compara arrecadação com investimentos em saúde, educação, infraestrutura e segurança. “Cobramos como países desenvolvidos, mas entregamos serviços de nações atrasadas”, informa João Olenike, presidente do IBPT.
O sistema tributário regressivo, que castiga mais quem ganha menos, é uma das raízes do problema. Enquanto o trabalhador vê seu orçamento esmagado, burocratas desperdiçam recursos em um Estado inchado, incapaz de oferecer contrapartidas decentes.
Três medidas elevaram a carga tributária:
Reoneração da folha: Desde abril, 17 setores pagam 20% de contribuição previdenciária patronal, conforme a Lei nº 14.973/2024, com transição até 2028, sufocando empresas e empregos.
Alta do ICMS: Dez estados (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) subiram a alíquota do ICMS para 20% a partir de 1º de abril, mirando o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Taxação de importações: A cobrança sobre remessas internacionais de até US$ 50, via programa Remessa Conforme, aumentou a arrecadação em 0,46 ponto percentual do PIB, encarecendo até as compras mais simples, como as blusinhas da Shopee.
Evolução alarmante
Em 1986, o brasileiro destinava 102 dias para quitar tributos. O número saltou para 138 dias nos anos 2000, 141 nos anos 2010 e agora 149 em 2025. A carga tributária, equivalente a 122 dias em relação ao PIB, supera a da Alemanha (143 dias), mas com retornos incomparavelmente inferiores. O endividamento do cidadão, pressionado por impostos extorsivos, tornou-se uma ferida aberta, agravada pela má gestão petista.
Impacto na vida do brasileiro
Enquanto famílias endividadas lutam para sobreviver, o governo engorda seus cofres sem melhorar estradas, hospitais ou escolas. A fórmula Taxxad, aliada à ineficiência, rouba oportunidades e perpetua a desigualdade, penalizando quem produz para sustentar um sistema que não retribui.
Chamar o brasileiro de “contribuinte” é uma hipocrisia sem tamanho: ninguém voluntariamente entrega quase metade de sua renda a um Estado que oferece serviços péssimos. Hospitais sucateados, escolas precárias e ruas esburacadas são a realidade de quem trabalha cinco meses por ano para sustentar os privilégios da Janja.
A reoneração da folha e o aumento do ICMS, por exemplo, mostra que a equipe de Haddad é obcecada por arrecadar, sem se preocupar com o impacto sobre empregos e o custo de vida. Essa espiral de impostos altos e retornos baixos trava o crescimento, esmaga o empreendedorismo e condena o cidadão a uma luta diária para pagar as contas.
