Brasileiro trabalhou até 29 de maio apenas para pagar tributos em 2025 - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Brasileiro trabalhou até 29 de maio apenas para pagar tributos em 2025

Brasileiro precisou trabalhar 149 dias para pagar impostos, taxas e contribuições.

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Por Henrique Soldani

Os solavancos vividos hoje pela população cresce a cada dia e o cidadão brasileiro, até a data de 29 de maio, precisou trabalhar 149 dias para pagar impostos, taxas e contribuições que consomem 40,82% de sua já BB renda anual. O levantamento é do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) que expõe a voracidade do setor público, que drena o bolso do cidadão e, em troca, entrega serviços pífios.

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Além disso, o Brasil também amarga a última posição no Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (IRBES), do IBPT, que compara arrecadação com investimentos em saúde, educação, infraestrutura e segurança. “Cobramos como países desenvolvidos, mas entregamos serviços de nações atrasadas”, informa João Olenike, presidente do IBPT.

O sistema tributário regressivo, que castiga mais quem ganha menos, é uma das raízes do problema. Enquanto o trabalhador vê seu orçamento esmagado, burocratas desperdiçam recursos em um Estado inchado, incapaz de oferecer contrapartidas decentes.

Três medidas elevaram a carga tributária:

Reoneração da folha: Desde abril, 17 setores pagam 20% de contribuição previdenciária patronal, conforme a Lei nº 14.973/2024, com transição até 2028, sufocando empresas e empregos.

Alta do ICMS: Dez estados (Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) subiram a alíquota do ICMS para 20% a partir de 1º de abril, mirando o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Taxação de importações: A cobrança sobre remessas internacionais de até US$ 50, via programa Remessa Conforme, aumentou a arrecadação em 0,46 ponto percentual do PIB, encarecendo até as compras mais simples, como as blusinhas da Shopee.

Evolução alarmante

Em 1986, o brasileiro destinava 102 dias para quitar tributos. O número saltou para 138 dias nos anos 2000, 141 nos anos 2010 e agora 149 em 2025. A carga tributária, equivalente a 122 dias em relação ao PIB, supera a da Alemanha (143 dias), mas com retornos incomparavelmente inferiores. O endividamento do cidadão, pressionado por impostos extorsivos, tornou-se uma ferida aberta, agravada pela má gestão petista.

Impacto na vida do brasileiro

Enquanto famílias endividadas lutam para sobreviver, o governo engorda seus cofres sem melhorar estradas, hospitais ou escolas. A fórmula Taxxad, aliada à ineficiência, rouba oportunidades e perpetua a desigualdade, penalizando quem produz para sustentar um sistema que não retribui.

Chamar o brasileiro de “contribuinte” é uma hipocrisia sem tamanho: ninguém voluntariamente entrega quase metade de sua renda a um Estado que oferece serviços péssimos. Hospitais sucateados, escolas precárias e ruas esburacadas são a realidade de quem trabalha cinco meses por ano para sustentar os privilégios da Janja.

A reoneração da folha e o aumento do ICMS, por exemplo, mostra que a equipe de Haddad é obcecada por arrecadar, sem se preocupar com o impacto sobre empregos e o custo de vida. Essa espiral de impostos altos e retornos baixos trava o crescimento, esmaga o empreendedorismo e condena o cidadão a uma luta diária para pagar as contas.

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