A área destruída por queimadas no Brasil chegou a 120.400 hectares em fevereiro de 2025, segundo dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas. No acumulado do ano, já são 806.235 hectares atingidos pelo fogo. Apesar da redução de 59,7% em relação ao mesmo período de 2024, o número segue alarmante e expõe a fragilidade da política ambiental do governo Lula.
O resultado de 2025 é o terceiro pior para os meses de janeiro e fevereiro desde o início da série histórica, em 2019. Apenas 2024 (2 milhões de hectares queimados) e 2019 (1 milhão de hectares) tiveram números superiores. A maior parte da destruição ocorreu em Roraima, que registrou mais de 73 mil hectares consumidos pelo fogo, seguido por Mato Grosso do Sul (10 mil hectares) e Pará (8 mil hectares).
Amazônia segue como a mais atingida, com 89.100 hectares queimados. Os demais biomas registraram:
– Cerrado – 22.238 hectares;
– Mata Atlântica – 3.930 hectares;
– Pampa – 1.793 hectares;
– Caatinga – 1.773 hectares;
– Pantanal – 1.416 hectares.
Embora os números mostrem uma redução na destruição ambiental em relação a 2024, o discurso oficial do governo petista contrasta com a realidade. Enquanto Lula insiste em vender a imagem de defensor do meio ambiente para organismos internacionais, os incêndios seguem devastando biomas e colocando em xeque a real eficácia das políticas públicas.
A redução da área queimada na Amazônia em fevereiro de 2025 (92% menor que no mesmo período do ano passado) não é fruto de qualquer avanço estratégico, mas de fatores climáticos. No segundo mês de 2024, o bioma perdeu 1,2 milhão de hectares para o fogo, um dos piores registros da história. O governo, no entanto, continua atribuindo o resultado à sua gestão, sem apresentar dados concretos que sustentem a narrativa.
A destruição ambiental expõe a ineficiência das medidas do Planalto e a dependência do Brasil em relação às oscilações climáticas para evitar tragédias maiores. O discurso verde de Lula segue distante da realidade das queimadas no país.
