Prefeito baiano ameaça demitir quem não apoiar Jerônimo
Brasília, Sexta, 17 de julho de 2026
Política

Prefeito baiano ameaça demitir servidores que não apoiarem reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT)

Eraldo Félix afirmou que funcionários que não estiverem "no time" da gestão devem deixar os cargos

O prefeito de Érico Cardoso (BA), Eraldo Félix (Republicanos) ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça (PT)
O prefeito de Érico Cardoso (BA), Eraldo Félix (Republicanos) ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça (PT). Foto: Reprodução

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Por Redação

O prefeito de Érico Cardoso (BA), Eraldo Félix (Republicanos), afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que servidores municipais que não apoiarem a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) poderão ser desligados da administração. A declaração foi feita ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça (PT) e provocou a abertura de uma investigação pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

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Durante a gravação, o prefeito comparou a administração municipal a um time de futebol e disse que os integrantes da gestão devem seguir o projeto político liderado por ele e pelo vice-prefeito.

“Quem não tiver a fim de fazer parte desse time, pede para sair logo agora. Porque a hora é agora, para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora”, afirmou.

Em outro trecho, Eraldo reforçou o recado aos servidores.

“Aqui só tem um técnico: Eraldo e Deivison. Ou joga de acordo com o time que a gente escala, ou não faz parte do time.”

Apoio à reeleição de Jerônimo

O vídeo foi gravado durante uma apresentação sobre investimentos do governo da Bahia no município. Ao defender a continuidade das obras, o prefeito vinculou os projetos à permanência de Jerônimo Rodrigues no Palácio de Ondina.

Segundo Eraldo, novas iniciativas previstas para a cidade dependem da reeleição do governador. Entre os investimentos mencionados estão obras de infraestrutura, saúde, educação e mobilidade urbana.

O prefeito também declarou que não pretende restringir a liberdade de escolha dos eleitores, mas voltou a cobrar alinhamento político dos integrantes da administração municipal.

“As regras precisam ficar claras. Ou você joga contra o gol do adversário, ou eu jamais vou admitir que você queira fazer gol contra.”

Ministério Público apura assédio eleitoral

Após a repercussão das declarações, o Ministério Público Eleitoral instaurou procedimento para apurar a conduta do prefeito e do vice-prefeito. A investigação foi aberta pelo promotor eleitoral Victor de Araújo Fagundes, da 111ª Zona Eleitoral de Paramirim (BA), e encaminhada à Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia para análise de eventuais medidas judiciais.

O procedimento busca verificar se as falas podem caracterizar coação ou assédio eleitoral, além de eventual improbidade administrativa. A abertura da investigação, contudo, não representa responsabilização dos agentes públicos.

De acordo com a legislação eleitoral, o uso da autoridade para constranger ou influenciar o voto de servidores pode configurar crime. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê sanções para casos em que agentes públicos utilizem o cargo para coagir eleitores ou trabalhadores em favor de candidatos ou partidos.

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