Nas redes, Eduardo diz que “não faz sentido” o pai tentar enfraquecer politicamente os filhos
O presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro nunca pediu para incluir os nomes de seus filhos Flávio e Eduardo em pesquisas presidenciais encomendadas pelo PL. A declaração de Hidalgo foi feita nesta quinta-feira (28), no programa Alive, do canal Claudio Dantas no YouTube.
No programa, Hidalgo afirmou que, mesmo em pesquisas contratadas pelo PL, seu instituto nunca recebeu um pedido para testar os nomes de Flávio ou Eduardo como possíveis candidatos à Presidência. Ele deixou claro que a decisão de não incluir os filhos nos levantamentos não partia do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, mas sim diretamente de Bolsonaro.
“Quem decide os nomes que serão testados é o Bolsonaro e ele não queria que o nome de ninguém da família entrasse. Não é uma decisão do Valdemar”, disse Hidalgo, acrescentando que, em dado momento, os filhos sabiam disso. Ele ressaltou ainda que a última orientação do ex-presidente sobre pesquisas foi antes da prisão domiciliar e que, desde então, vem repetindo a orientação.
No X, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro compartilhou o trecho da entrevista e comentou: “Estou proibido de falar com meu pai, mas em conversa com um familiar o que foi dito é que @jairbolsonaro não comentou nada sobre ordem para retirar Eduardo ou Flávio das pesquisas (…) Por que ele optaria em (sic) nos enfraquecer politicamente?”
Dias atrás, pesquisa realizada por sua empresa mostrou Bolsonaro numericamente à frente de Lula num eventual segundo turno, resultado diferente do exibido pela Quaest/Genial na semana passada. Foram testados também cenários com Michelle e Tarcísio de Freitas. A ausência do nome de Eduardo enfureceu alguns seguidores, que passaram a atacar Hidalgo, o marqueteiro Duda Lima e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

HERANÇA POLÍTICA EM DISPUTA
Mensagens recentes, vazadas pela Polícia Federal no relatório de indiciamento de Eduardo e Jair, mostram o filho 03 indignado com o apoio do pai ao governador de São Paulo. Ele chega a xingar Bolsonaro por criticá-lo publicamente, chamando-o de imaturo. Publicamente, o próprio Valdemar já falou do seu desejo de filiar Tarcísio no PL, caso o ex-ministro resolva disputar o Palácio do Planalto.
O cacique também tem impulsionado a carreira política de Michelle, disponibilizando recursos e assessores para a consolidação nacional de sua imagem, inclusive liderando a construção do PL Mulher. Por outro lado, Valdemar negou a Eduardo qualquer apoio partidário à sua atuação nos EUA; provavelmente, para evitar ser arrolado na investigação da PF. A falta de apoio foi o que levou Bolsonaro a transferir ao filho a soma de R$ 2 milhões.
Assista à íntegra do programa:
