Pesquisador diz que PL nunca pediu nome de Eduardo Bolsonaro nas pesquisas encomendadas pelo partido
O presidente do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, analisou no programa Alive, os altos números de Jair Bolsonaro nos levantamentos eleitorais, mesmo com sua inelegibilidade e prisão domiciliar. Hidalgo destacou que, apesar de não poder falar publicamente, Bolsonaro “não sai do noticiário”, mantendo a atenção de seus apoiadores e opositores e, consequentemente, sua força política.
No último levantamento da Paraná Pesquisas, Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com o presidente Lula no primeiro turno, com 35,2% e 34,8% dos votos, respectivamente. Em um cenário de segundo turno, Bolsonaro venceria Lula por 44,4% contra 41,5%.
Segundo o analista, o grande desafio da centro-direita, no momento, é definir quem será o sucessor de Bolsonaro, uma vez que “não vejo um candidato de centro-direita (…) tendo alguma chance de vitória sem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro”.
Hidalgo explicou que a indefinição sobre o nome a ser apoiado por Bolsonaro é a grande polêmica do momento e pode definir a eleição de 2026. Ele defendeu que a família Bolsonaro continua sendo uma força política, mas que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é o outro nome forte.
“Eu vejo o Ratinho Júnior, eu vejo o [Ronaldo] Caiado muito mais abaixo, porque eles teriam que ter o apoio do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.
Ainda sobre Tarcísio, o pesquisador levantou um ponto crucial: a demora de Bolsonaro em anunciar seu apoio. Hidalgo acredita que se o ex-presidente insistir em registrar sua própria candidatura e só depois indicar um nome, as chances de Tarcísio diminuem, pois ele dificilmente arriscaria sua reeleição quase garantida ao governo de São Paulo.
Hidalgo revelou ainda que, nas pesquisas encomendadas pelo PL, partido da família Bolsonaro, não há pedido para inserir o nome Eduardo, que se colocam como possível candidato à Presidência e já reclamou por não ser testados. “Quem decide os nomes que serão testados é o Bolsonaro e ele não queria que o nome de ninguém da família entrasse. Não é uma decisão do Valdemar [Costa Neto, presidente do PL]”, disse.
Questionado sobre por que continua incluindo Bolsonaro nas pesquisas, Hidalgo fez uma analogia com a eleição de 2022, quando o ex-presidente Lula, mesmo preso, era incluído nos levantamentos. “O presidente Lula quando estava preso, se colocava como candidato e se tornou presidente do Brasil. Mesmo preso, Lula dizia que era candidato, como o Bolsonaro”, concluiu.
