O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou nesta segunda-feira (12/5) o contraste entre o tratamento dado a presos do 8 de Janeiro e os militantes da esquerda armada anistiados pelo Estado. Pelas redes sociais, ele criticou a disparidade e lembrou que diversos integrantes de grupos armados, como MIR e VAR-Palmares, receberam reconhecimento oficial e indenizações com dinheiro público.
“Agora, compare-se isso à realidade vivida por cidadãos comuns que estiveram presentes nos protestos de 8 de janeiro de 2023. Mais de 2 mil pessoas foram presas, muitas delas sem antecedentes criminais, algumas idosas, mães de família ou trabalhadores, que jamais pegaram em armas”, escreveu Bolsonaro.
O ex-presidente destacou que “não há evidências concretas de envolvimento direto em atos de vandalismo de algumas das pessoas condenadas” e que “muitos sequer tiveram o direito à ampla defesa respeitado”.
“Não se trata de negar responsabilizações. Mas como explicar que um militante que participou de sequestros, como alguns integrantes do MIR ou da VAR-Palmares, receba indenização vitalícia com recursos do Estado, enquanto um pai de família que protestava em Brasília enfrenta 17 anos de cadeia, sem qualquer histórico de violência?”, questionou.
– Dois pesos, duas medidas: o contraste entre os anistiados da esquerda armada e os presos do 8 de janeiro.
– Desde a promulgação da Lei nº 10.559/2002, o Brasil já destinou mais de R$ 3,4 bilhões em dinheiro público para reparações de pessoas “perseguidas” entre 1946 e 1988 -… pic.twitter.com/IWY3eb0BqW
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 12, 2025
Bolsonaro participou do ato pró-anistia na quarta-feira (7/5), em Brasília. O evento contou com parlamentares do PL, que defenderam a anistia dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Aos apoiadores do movimento “Caminhada Pacífica pela Anistia Humanitária”, Bolsonaro agradeceu as orações e afirmou que o Brasil “tem a vocação da liberdade”. Ele ainda ressaltou que anistia é prerrogativa do Legislativo e mandou recado ao STF: “Ninguém tem que se meter em nada”.
PL da Anistia
Na Câmara, tramita um projeto de lei que propõe anistia a manifestantes envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em 2023. O projeto é defendido pela oposição, que afirma já ter o número necessário de assinaturas para aprovar o regime de urgência. Se isso ocorrer, o texto poderá ser votado diretamente em Plenário.
