Bolsonaro compara tratamento de presos do 8/01 ao de criminosos da esquerda armada - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Bolsonaro compara tratamento de presos do 8/01 ao de criminosos da esquerda armada

Reprodução/Youtube

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Por Redação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou nesta segunda-feira (12/5) o contraste entre o tratamento dado a presos do 8 de Janeiro e os militantes da esquerda armada anistiados pelo Estado. Pelas redes sociais, ele criticou a disparidade e lembrou que diversos integrantes de grupos armados, como MIR e VAR-Palmares, receberam reconhecimento oficial e indenizações com dinheiro público.

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“Agora, compare-se isso à realidade vivida por cidadãos comuns que estiveram presentes nos protestos de 8 de janeiro de 2023. Mais de 2 mil pessoas foram presas, muitas delas sem antecedentes criminais, algumas idosas, mães de família ou trabalhadores, que jamais pegaram em armas”, escreveu Bolsonaro.

O ex-presidente destacou que “não há evidências concretas de envolvimento direto em atos de vandalismo de algumas das pessoas condenadas” e que “muitos sequer tiveram o direito à ampla defesa respeitado”.

“Não se trata de negar responsabilizações. Mas como explicar que um militante que participou de sequestros, como alguns integrantes do MIR ou da VAR-Palmares, receba indenização vitalícia com recursos do Estado, enquanto um pai de família que protestava em Brasília enfrenta 17 anos de cadeia, sem qualquer histórico de violência?”, questionou.

Bolsonaro participou do ato pró-anistia na quarta-feira (7/5), em Brasília. O evento contou com parlamentares do PL, que defenderam a anistia dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Aos apoiadores do movimento “Caminhada Pacífica pela Anistia Humanitária”, Bolsonaro agradeceu as orações e afirmou que o Brasil “tem a vocação da liberdade”. Ele ainda ressaltou que anistia é prerrogativa do Legislativo e mandou recado ao STF: “Ninguém tem que se meter em nada”.

PL da Anistia

Na Câmara, tramita um projeto de lei que propõe anistia a manifestantes envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em 2023. O projeto é defendido pela oposição, que afirma já ter o número necessário de assinaturas para aprovar o regime de urgência. Se isso ocorrer, o texto poderá ser votado diretamente em Plenário.

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