Prejuízo anual é superior a 11 bilhões
Um cruzamento de dados do Ministério do Desenvolvimento Social e do IBGE, realizado pela empresa DataBrasil a pedido do Poder360, aponta que cerca de 1,4 milhão de pessoas omitem cônjuges para receber o Bolsa Família. A prática, que configura fraude, custa R$ 926 milhões mensais aos cofres públicos, totalizando R$ 11,1 bilhões anuais.
A análise, baseada em microdados de 5.571 municípios, mostra que 38% das cidades brasileiras registram casos de omissão.
Em Manaus (AM), por exemplo, 15.051 famílias declararam estrutura monoparental no programa, superando a estimativa de domicílios nessa condição. Em Pracuúba (AP), a discrepância é ainda mais grave: 840 famílias monoparentais no Bolsa Família contra 157 domicílios reais.
O Ministério do Desenvolvimento Social atribui aos municípios a responsabilidade pelo cadastro e diz que apura denúncias conforme a Instrução Normativa nº 1/2025. Dados para o estudo, solicitados via Lei de Acesso à Informação, só foram liberados após intervenção da CGU, após negativas do governo.
