Bastidores: a saída antecipada de Carminha do TSE e a provável aposentadoria do STF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Bastidores: a saída antecipada de Carminha do TSE e a provável aposentadoria do STF

Foto oficial dos 11 ministros do STF
Fellipe Sampaio/STF

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Por Claudio Dantas

Cármen Lúcia não quer se indispor com Lula quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tiver de lidar com a ação por abuso de poder político e econômico no desfile de Carnaval. A cassação da candidatura do petista é dada como certa, por causa do apoio financeiro e institucional à escola de samba Acadêmicos de Niterói, que teve patrocínio estatal, apoio público de Janja e até pagamento de cachês para atores globais.

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Por isso, a ministra resolveu antecipar sua saída da Presidência do TSE, precipitando o rodízio que levará Nunes Marques ao posto. Rebaixada da Série Ouro do Carnaval carioca, a escola se apresentou em fevereiro com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, uma peça de propaganda petista e de ataque à direita, em pleno ano eleitoral.

APOSENTADORIA ANTECIPADA

Cármen Lúcia tampouco quer se indispor com seus colegas de Corte, que, em breve, devem sofrer um inédito processo por crime de responsabilidade, caso a delação de Daniel Vorcaro seja homologada por André Mendonça. O banqueiro do Master vem detalhando à PF e à PGR a operação de compra de participação no resort de Dias Toffoli e no contrato de R$ 129 milhões com a mulher de Alexandre de Moraes.

Por isso, a ministra saiu-se publicamente com declarações de que estaria sendo pressionada por familiares. Na verdade, Carminha só ouvia o pai Florival Rocha, falecido em 2017. A eventual decisão de se aposentar antecipadamente é reação à pressão que vem sofrendo nos bastidores da própria Corte, ao lado de Edson Fachin, para apoiar a escalada de enfrentamento institucional da ala tóxica do Supremo.

Publicamente, Cármen já disse não ter feito “nada errado”. Aos amigos mais próximos, a ministra diz temer ‘o pior’.

De fato, ninguém sabe ao certo que tipo de desdobramento institucional terá a atual investigação do Master e como a Corte sairá dessa crise. Em Brasília, a percepção é de que dificilmente terá sucesso uma ‘operação abafa como a da Vaza Jato, que inviabilizou a investigação de magistrados e familiares anos atrás.

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