A bancada do PT no Senado decidiu nesta terça-feira (20) não apoiar a criação da CPMI do INSS, mesmo diante do escândalo bilionário envolvendo fraudes em descontos indevidos de aposentados. A ordem segue a orientação do governo Lula e não é unânime entre os senadores, o que já causa constrangimento dentro da própria legenda.
Segundo apuração da CNN, alguns petistas defendem publicamente a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar as irregularidades no INSS, mas optaram por recuar diante da diretriz do Planalto. Até agora, o único petista a assinar o requerimento foi o senador Fabiano Contarato (PT-ES), ex-líder da bancada.
O atual líder, Rogério Carvalho (PT-SE), que chegou a cogitar apoiar a CPMI na semana passada, voltou atrás e orientou os demais a não endossarem o pedido, reafirmando a linha do governo de evitar desgaste com investigações no Congresso.
A bancada do PT no Senado conta com nove parlamentares, e a maioria vem se mantendo fiel ao Palácio do Planalto, mesmo diante da pressão pública e política por uma apuração mais ampla sobre os descontos indevidos que atingiram milhões de aposentados e pensionistas.
A resistência do PT à CPMI do INSS acontece em um momento em que o rombo de R$ 6,5 bilhões, revelada pela Polícia Federal, causa indignação popular e mobiliza o Congresso.
