Autonomia do BC não entrará em pauta da Câmara, diz Motta
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Autonomia do BC não entrará em pauta da Câmara, diz Motta

Presidente da Casa afirma que não haverá votação para revisar modelo aprovado no governo Bolsonaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça (11), que o texto do Projeto de Lei Antifacção não retirará prerrogativas da Polícia Federal e que o objetivo da Casa é fortalecer o combate às facções criminosas e ao crime organizado.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça (11), que o texto do Projeto de Lei Antifacção não retirará prerrogativas da Polícia Federal e que o objetivo da Casa é fortalecer o combate às facções criminosas e ao crime organizado. Foto: Câmara dos Deputados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (10) que a Casa não pretende pautar qualquer proposta para revisar a autonomia do Banco Central.

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A declaração foi feita durante evento em São Paulo. Segundo Motta, a avaliação é de que a instituição tem funcionado sem interferências políticas e adotado as providências necessárias dentro de suas atribuições.

“Não está no nosso horizonte revisar a autonomia do Banco Central. Estamos vendo uma instituição que funciona bem e vem tomando providências necessárias em sua atuação, sem qualquer interferência. Assim precisa funcionar a autoridade monetária. Não vamos pautar a revisão da autonomia”, afirmou.

A fala ocorre após o PT divulgar resolução interna em que volta a criticar a autonomia do BC e o patamar da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano. No documento, o partido sustenta que a política monetária tem operado como obstáculo ao programa eleito nas urnas.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem defendido publicamente a manutenção da autonomia operacional e a ampliação da autonomia financeira da autarquia. Segundo ele, a medida pode fortalecer a capacidade de supervisão do Banco Central e evitar episódios como o do Banco Master.

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