Arrecadação somou R$ 2,88 trilhões em 2025, com aumento real de 3,65% frente ao ano anterior
A arrecadação do governo federal somou R$ 2,88 trilhões em 2025, de acordo com dados divulgados pela Receita nesta manhã (22). Em valores corrigidos pela inflação, o total arrecadado chegou a R$ 2,93 trilhões, acima dos R$ 2,82 tri registrados em 2024, o que representa crescimento real de 3,65%.
O resultado é o maior já registrado para um ano fechado desde o início da série histórica da Receita, em 1995, há 31 anos.
“São números bonitos que vamos apresentar, um crescimento importante, considerando inclusive o patamar alto do ano anterior”, afirmou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. “Considerando receitas não recorrentes do ano anterior”.
A arrecadação recorde ocorre após a adoção de uma série de medidas pelo governo Lula (PT) e pelo Congresso Nacional para elevar as receitas. Entre elas estão: a tributação de fundos exclusivos e de offshores, mudanças nas regras de tributação de incentivos fiscais, aumento dos impostos sobre combustíveis, retomada do voto de qualidade no Carf, limitação no pagamento de precatórios e a criação da “taxa das blusinhas”.
Também contribuíram para o resultado a reoneração gradual da folha de pagamentos, o fim de benefícios fiscais para o setor de eventos (Perse) e o aumento do IOF.
No fim de 2025, governo Lula e Congresso aprovaram ainda o aumento da tributação sobre juros sobre capital próprio, fintechs e apostas eletrônicas. Essas mudanças, no entanto, ainda não tiveram impacto sobre a arrecadação do ano passado.
Além das medidas, a Receita aponta que o desempenho de alguns setores da economia ajudou a impulsionar a arrecadação, com crescimento da produção industrial, das vendas de bens e serviços, da massa salarial e das importações.
