A arrecadação federal somou R$ 266,8 bilhões em maio deste ano, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal nesta manhã (25). O valor representa alta real de 10,69% em relação ao mesmo mês de 2025 e é o maior já registrado para maio desde o início da série histórica, em 1995.
No acumulado de janeiro a maio, a arrecadação alcançou R$ 1,32 trilhão, também um recorde para o período. O resultado supera os R$ 1,19 trilhão registrados nos 5 primeiros meses do ano passado, o que representa crescimento de 11%.
O desempenho da arrecadação é considerado fundamental para o governo Lula (PT), que depende dessas receitas para cumprir a meta fiscal de 2026. Neste ano, o Ministério da Fazenda estabeleceu um superávit de R$ 34 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB.
Em meio às dificuldades para fechar as contas públicas, o Executivo petista anunciou em maio a ampliação do bloqueio de recursos do Orçamento para R$ 23,7 bilhões. A medida é adotada quando a projeção de despesas ultrapassa o limite de gastos previsto. Nesse caso, o governo reduz despesas discricionárias, como investimentos.
O principal fator para o bloqueio foi o aumento de R$ 14,1 bilhões na previsão de gastos com o BPC. Também houve elevação de R$ 11 bilhões na estimativa de despesas com a Previdência Social.
Segundo a Receita, o avanço da arrecadação neste ano foi impulsionado pelo “melhor desempenho” do recolhimento de PIS/Cofins, puxado pelo setor de serviços, e pelo aumento da arrecadação do setor de petróleo, favorecido pela alta dos preços da commodity em meio ao conflito no Oriente Médio.
No acumulado do ano, ainda segundo a Receita, a arrecadação com a extração de petróleo e gás natural alcançou R$ 50,6 bilhões em 2026. No mesmo período do ano passado, o valor foi de R$ 13,1 bilhões.
