A Argentina alcançou um acordo com a equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI) na primeira revisão do seu programa de US$ 20 bilhões. A aprovação, considerada um voto de confiança para o presidente Javier Milei antes das eleições intermediárias em outubro, deve resultar no desembolso de US$ 2 bilhões para o país.
O FMI, em comunicado, informou que o conselho executivo se reunirá antes do final de julho para votar a aprovação final. Este é o primeiro passo de revisão desde que o programa foi concedido ao governo de Milei em abril, liberando uma quantia inicial de US$ 12 bilhões.
Com o acordo, a Argentina flexibilizou significativamente os controles cambiais e de capital. O peso agora flutua em uma banda-alvo, e pessoas físicas podem comprar dólares sem restrições. Empresas, por sua vez, podem enviar para o exterior os dividendos obtidos este ano, embora ainda estejam impedidas de comprar dólares pela taxa de câmbio oficial e de realizar pagamentos de dividendos de anos anteriores.
Apesar das dificuldades iniciais para acumular reservas em moeda estrangeira, a situação melhorou nas últimas semanas com a compra de dólares pelo Tesouro, impulsionada pelo superávit fiscal.
A economia da Argentina, que teve contrações nos últimos dois anos, deve crescer 5% este ano, segundo a pesquisa mais recente do banco central com analistas. A inflação mensal em maio atingiu o nível mais baixo desde a pandemia, com uma aceleração leve em junho.
