Após ter celular vazado pela PF, Martin de Luca denuncia ameaças
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Após ter celular vazado pela PF, Martin de Luca denuncia ameaças

Martin de Luca, advogado da Trump Media e da plataforma Rumble - Foto: redes sociais.
Martin de Luca, advogado da Trump Media e da plataforma Rumble. Foto: Republicação/ Youtube Claudio Dantas

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Por Claudio Dantas

Ao criminalizar ação de advogado da Rumble e Trump Media; delegado da PF se qualifica para a Magnitsky

Martin de Luca, advogado das empresas Rumble e Trump Media, usou as redes sociais para dizer que vem recebendo “inúmeras ameaças” e “mensagens de apoio e preocupação”, após ter o número de seu celular exposto no relatório de indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro.

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“Além das inúmeras ameaças, recebi muitas mensagens de apoio e preocupação com meu bem-estar. Sei que este é um momento crucial no Brasil. Estou bem e entrarei em contato assim que todas as medidas de segurança estiverem em vigor. Obrigado por todo o amor e apoio.”

No relatório apresentado ao Supremo nesta semana, e cujo sigilo foi retirado pelo próprio Alexandre de Moraes, a PF aparentemente busca criminalizar a atuação do advogado no X, transcrevendo postagens e relacionando-as com a atuação do ex-presidente e de seu filho.

Reproduz também trocas de mensagens entre De Luca e Bolsonaro, como cortes de entrevistas e comentários feitos no X, além de petições feitas pelo advogado em nome da Rumble e da Trump Media junto à Justiça Federal americana.

Para o delegado Itawan de Oliveira Pereira, que assina o relatório de indiciamento, os diálogos demonstrariam um “cenário de ações previamente ajustadas entre o investigado JAIR BOLSONARO e o representante judicial da empresa RUMBLE, MARTIN DE LUCA”.

“Nesse sentido, a circunstância fática de encaminhamento ao ex-presidente de petição subscrita pelo representante da empresa RUMBLE na mesma data de apresentação à justiça americana (14.07.2025), constitui indício relevante que evidencia desvio quanto a real finalidade das pretensões deduzidas pela empresa em face de litigância contra Ministro do Supremo Tribunal Federal.”

Em outro trecho, sem qualquer prova de crime, o delegado conclui que o “elemento volitivo comum entre MARTIN DE LUCA e JAIR BOLSONARO é qualificado pela convergência de interesses na propagação de ações mútuas”.

“Quais sejam: amplificar ataques direcionados ao Supremo Tribunal Federal (STF), na pessoa do ministro ALEXANDRE DE MORAES, de forma a atingir a jurisdição brasileira, atribuindo descrédito ao Poder Judiciário nacional com propósito único de deslegitimação das decisões judiciais que conflitem com interesses comuns entre o expresidente e a plataforma RUMBLE”.

Itawan Pereira também acusa Bolsonaro de atuar “de forma subordinada a interesses de agentes estrangeiros” e transcreve áudio do ex-presidente ao advogado pedindo orientação sobre como fazer chegar a Trump uma carta sua de agradecimento às manifestações públicas do presidente americano.

Apesar das conclusões enviesadas do relatório de indiciamento, o diálogo serve apenas para invalidar a tese de uma articulação internacional contra o Supremo; uma vez que evidencia a inexistência de canal com direto com Trump, nem via Eduardo.

Além de expor a deficiência da própria investigação, o delegado Itawan Pereira, que tem histórico de atuação para o PT, parece incorrer nas mesmas violações que levaram Moraes a ser sancionado pela Magnitsky; com o agravante de tentar enquadrar um advogado americano em supostas ações criminosas e ainda expondo seus dados pessoais.

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