O STF concedeu prisão domiciliar ao prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), de 66 anos. Ele sofreu um infarto na madrugada de terça-feira (8) no quartel onde estava preso há duas semanas.
A decisão de substituir a prisão preventiva pela domiciliar foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, relator dos processos envolvendo o prefeito no Supremo, antes mesmo de Siqueira Campos sofrer o infarto. O advogado Juvenal Klayber, defensor do prefeito, afirmou que “trabalha na revogação da preventiva”.
Eduardo foi preso preventivamente em 27 de junho, sob a acusação de vazar informações de inquéritos sigilosos do STJ. A investigação da PF encontrou conversas em seu celular que indicariam que ele monitorava investigações para informar aliados políticos.
A PGR, que inicialmente havia se manifestado contra o pedido de prisão domiciliar, solicitou a realização de exames para verificar o estado de saúde do prefeito e pediu informações à unidade prisional sobre a continuidade dos tratamentos médicos.
A pedido da PGR, Zanin também determinou a constituição de uma junta médica oficial para avaliar as condições de saúde de Siqueira Campos. Relatórios e informações adicionais apontaram para a “debilidade de saúde do investigado”.
Siqueira Campos teve um infarto agudo do miocárdio e passou por um cateterismo de emergência. O procedimento foi bem-sucedido, segundo o cardiologista Andrés Sanchez, do Hospital Geral de Palmas. O médio informou que o paciente estava “estável, consciente e permanece na UTI desta unidade hospitalar”, em acompanhamento nos próximos dias.
