A reunião da CPMI que investiga fraudes no INSS começa em instantes. Esta é a primeira reunião da comissão em 2026. Senadores e deputados analisam dezenas de requerimentos, incluindo pedidos de informações a órgãos públicos, quebras de sigilo e solicitações de prisão preventiva de investigados.
Na sequência, está previsto o depoimento de Gilberto Waller Júnior, presidente do INSS. A comissão apura responsabilidades por descontos indevidos aplicados em benefícios de segurados.
Em conversa com a reportagem, o senador Izalci Lucas afirmou que a oposição pretende pressionar o governo sobre a fila do INSS e sobre contratos firmados com o Banco Master. Segundo ele, são temas que “não têm muita propaganda para o governo fazer”.
Em conversa com a equipe deste site, o deputado Coronel Crisóstomo afirmou que a CPMI vai concentrar questionamentos sobre o destino dos recursos descontados irregularmente e as providências adotadas após a identificação das fraudes. Segundo ele, cerca de 250 mil beneficiários podem ter sido afetados, e a comissão quer saber quais medidas foram tomadas para a devolução dos valores.
A avaliação é de que o caso envolve múltiplos atores e contratos, o que exige a oitiva de todos os envolvidos, independentemente do grau de relevância individual.
Ainda de acordo com o deputado, a definição da ordem dos depoimentos é sensível e estratégica, já que atrasos podem inviabilizar a oitiva de personagens centrais.
A expectativa é que parte dessas decisões seja tomada ainda nesta reunião, com encaminhamentos para as próximas sessões da comissão.
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