Analista aponta possível interesse do governo em anistia
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Analista aponta possível interesse do governo Lula em votação da anistia

Cientista política aponta possível interesse do governo Lula anistia
Cientista política aponta possível interesse do governo Lula anistia

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Por Isac Mascarenhas

O cientista político Leonardo Barretto, do programa Alive, do Canal Cláudio Dantas, levantou a hipótese de que o governo Lula pode ter recuado de sua oposição ao projeto de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Segundo o analista, a base governista na Câmara não teria articulado para barrar a votação de urgência, o que sugere um interesse tático na aprovação da medida.

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O pedido de urgência para o projeto de lei da anistia foi aprovado na Câmara com 311 votos favoráveis e 163 contrários, permitindo que o texto vá diretamente ao plenário sem passar por comissões. O projeto prevê anistia apenas aos envolvidas em manifestações políticas a partir de 30 de 2022, dia da eleição consagrou a vitória do presidente Lula.

Barretto destacou que, embora o plano inicial do governo fosse enterrar a proposta, a aprovação pode ter se tornado um  plano B  diante de pressões externas e internas.

Segundo Barretto, o governo Lula enfrenta um dilema: precisa demonstrar unidade política em resposta às sanções do governo americano, que tem pressionado o STF e Lula, alegando perseguição política a conservadores e a empresas dos Estados Unidos.

A aprovação da anistia, mesmo que contrarie os interesses de Lula, poderia ser vista como um gesto de “pacificação” para diminuir a tensão com os EUA e evitar novas sanções contra autoridades brasileiras.

Além disso, o cientista político aponta que o governo precisava desobstruir a pauta da Câmara para avançar em projetos considerados vitais para sua agenda, como o Orçamento de 2026, isenção do imposto de renda para até R$ 5 mil e a medida provisória 1303, que estabelece uma nova rodada de arrecadação sobre bets e investimentos.

Barretto citou a fala do presidente da Câmara, Hugo Motta, que teria dito aos líderes que “se a gente não resolver isso aqui, não vai votar mais nada”.

O analista concluiu que, ao invés de atuar como “leão”, o governo pode ter preferido ser “raposa”, cedendo à aprovação da urgência para poder avançar em pautas prioritárias que darão “garantia de correr e de concorrer em 2026”.

“A aprovação da urgência, que foi uma clara vitória da oposição, agora coloca o projeto em uma fase de cozimento no plenário, enquanto o governo tenta aprovar suas pautas mais urgentes”, analisou

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