Análise: Os presos políticos de Lula e o silêncio de Trump
Brasília, Terça, 14 de julho de 2026
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Análise: Os presos políticos de Lula e o silêncio de Trump

Lula mantém presos políticos, enquanto outras ditaduras soltam
Lula mantém presos políticos, enquanto outras ditaduras soltam

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Por Claudio Dantas

A ditadura de Daniel Ortega anunciou ontem a libertação de cerca de 60 presos políticos. A medida foi tomada apenas 24 horas após o governo de Donald Trump emitir uma exigência formal pela soltura dos prisioneiros.

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Internamente, o ato foi anunciado como parte da celebração dos 19 anos de mandato de Ortega, que está doente e vem sendo substituído no comado do país pela mulher Rosário Murillo, auxiliada pelos filhos.

Imagens veiculadas pela mídia estatal mostraram detentos reencontrando familiares, embora o regime não tenha divulgado uma lista oficial com os nomes ou as acusações detalhadas dos beneficiados.

Mais cedo, Trump também deu um ultimato a Cuba e alertou o México para que suspenda o envio de petróleo para a ditadura cubana. “Não haverá mais petróleo nem dinheiro indo para Cuba. Sugiro fortemente que façam um acordo antes que seja tarde demais”, disse Trump

Veto e comemoração

Na quinta-feira passada, por ocasião da celebração do 8 de janeiro, Lula anunciou com pompa o veto ao PL da Dosimetria, mantendo todas as condenações absurdas contra os manifestantes que invadiram as sedes dos poderes em 2023.

A postura extravagante e até desafiadora do petista contra a nova ‘doutrina Trump’ reforça o questionamento sobre o que afinal foi negociado com o presidente americano para a retirada do tarifaço e das sanções da Lei Magnitsky sobre Alexandre de Moraes.

A decisão nunca foi esclarecida por nenhuma das partes. Como alguns representantes do governo americano chegaram a atribuir o recuo sobre Moraes à aprovação da Dosimetria, esperava-se agora ao menos uma declaração oficial de repúdio, o que não ocorreu.

O petista age com a certeza de que nada lhe será feito.

Negociação com Petro

A forma como Trump lida com Lula se assemelha à relação com Gustavo Petro. O presidente colombiano, que vinha fazendo um discurso raivoso contra o americano desde a posse, mudou radicalmente após um telefonema na mesma quinta-feira 8.

De defensor da legalização das drogas, agora Petro garante que vai combater os cartéis com mão de ferro e até suspendeu negociações de paz com a narcoguerrilha ELN. Ao NYT, ele disse que a conversa telefônica se concentrou justamente na questão das drogas.

Nas redes, Trump agradeceu a ligação e o “tom”, anunciando um encontro em breve. “Foi uma grande honra falar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que ligou para explicar a situação das drogas e outras divergências que temos tido.”

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