Durante o programa ALive desta segunda-feira (30), o apresentador Claudio Dantas criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de suspender as eleições indiretas para mandato-tampão no Rio de Janeiro (RJ). O magistrado é favorável a eleições diretas no Estado.
No plenário virtual, já havia maioria a favor de eleições indiretas e secretas para o governo do Rio. No entanto, além de Zanin, a eleição direta conta com o apoio de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
Para Dantas, o Supremo deve, em plenário físico da Corte, acompanhar a decisão de Zanin por eleições diretas no RJ e, assim, acabar desrespeitando a Constituição Federal: “A gente aqui tá sempre na expectativa de que eles cumpram a Constituição. Imagina isso, né? Que ponto chegamos”.
Segundo o jornalista, ele acredita que a Corte acompanhará Zanin, pois já viu o STF, “com a composição atual, pisotear a Constituição infinitas vezes”. “Eu já perdi a conta. Aliás, isso começou no impeachment de Dilma”, destacou.
“Quando você fala: ‘Poxa, essa é uma interpretação nova sobre essa questão da sucessão’. É óbvio. É novíssima. Ela é uma invenção. […] Essa interpretação é uma invenção. A Constituição é muito clara”, afirmou Dantas.
“Se a renúncia do governador acontecer nos dois anos finais do seu mandato, não importa se é dia 10, se é dia 4, se falta três dias pra sair do cargo, pra se desincompatibilizar, não interessa!”, continuou o apresentador.
“Não interessa! Ouviu, Zanin? A Constituição é clara. Se a renúncia se dá nos dois últimos anos, é eleição indireta”, disse Dantas.
Em sua visão, o ministro do STF está “querendo fazer igual o Ricardo Lewandowski no impeachment de Dilma Rousseff”: “Que fatiou o julgamento porque tem uma vírgula na Constituição”.
“Absurdo completo isso aí. Isso é a subversão da Constituição. E isso é inadmissível”, completou Dantas.

