Equiparação de facções criminosas ao terrorismo deveria ser prioridade no Congresso
Durante o ALive desta segunda-feira (10), o jornalista Claudio Dantas, apresentador do programa, disse que o relatório substitutivo de Guilherme Derrite do PL Antifacção “entrega o que é possível” no momento, mas que as facções criminosas são um “problema muito mais grave” e que deveriam, sim, ser classificadas como organizações terroristas.
✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsAppO texto de Derrite dribla o debate conceitual e foca nas penas, equiparam crimes de facções, milícias e terroristas, endurece punições e restringe benefícios a líderes de organizações criminosas; e propõe alterações no Código Penal e em outras seis leis, incluindo a Lei de Organizações Criminosas, a Lei Antiterrorismo e a de Execução Penal.
De acordo com Dantas, “quando a gente faz a análise técnica, a análise geopolítica do problema”, percebe-se que as facções se utilizam da “técnica do terror para expandir o seu domínio territorial, para impingir dano institucional, medo institucional, para dominar a construção de políticas públicas através do financiamento ilegal de ONGs e de políticos”.
O apresentador do programa destacou que um dos grandes desafios é “abrir a cabeça dos secretários de segurança pública para a dimensão desse problema”, que extrapola a questão da segurança pública. Ele citou a atuação do Comando Vermelho no Ceará, que já provocou o deslocamento forçado de duas mil pessoas, reforçando que “não é mais uma questão de segurança pública, é uma questão muito mais profunda, muito mais ampla”.
Na visão de Dantas, as autoridades envolvidas com o tema precisam passar por um processo de esclarecimento, de educação, sobre a dimensão do narcoterrorismo. “Talvez o grande benefício da CPI do Crime Organizado seja justamente atualizar, fazer o download na cabeça dos nossos parlamentares, para que eles se atualizem sobre esse fenômeno”, afirmou.
Vice-presidente da CPI do Crime Organizado, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) chamou as ações do narcotráfico na atualidade de “terrorismo de quinta geração”. “O terrorismo é um método. Quando a gente se perde na discussão conceitual, estamos caindo também nessa conversa da esquerda, de que ‘ah, não pode classificar como terror'”. “Espera aí: o terrorismo é método”, afirmou Dantas.
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