Alive: “Ou acabamos com o crime organizado, ou ele acaba com o país”, diz Danilo Forte
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alive: “Ou acabamos com o crime organizado, ou ele acaba com o país”, diz Danilo Forte

O deputado criticou o que classificou como uma postura “frágil” do governo federal no enfrentamento à violência
O deputado criticou o que classificou como uma postura “frágil” do governo federal no enfrentamento à violência. Foto: Republicação/ Youtube Claudio Dantas

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Deputado afirma que Brasil vive “guerra interna” e critica PEC da Segurança por ser “frágil”

O deputado federal Danilo Forte (União-CE) afirmou nesta sexta-feira (31) que o Brasil vive atualmente uma “guerra interna”, marcada pelo avanço do crime organizado e pela falta de capacidade do Estado em reagir com firmeza. A declaração foi dada durante participação no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas, no YouTube.

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Segundo o parlamentar, decisões judiciais que impedem operações policiais em determinadas áreas das grandes cidades acabaram criando “fortalezas do crime” e dificultando a ação das forças de segurança.

“A impossibilidade de ação policial em algumas áreas das metrópoles impediu que você pudesse agir. Criaram-se ilhas, fortalezas do crime, porque a Justiça impedia operações em certas regiões. Isso precisa ser questionado e responsabilizado”, afirmou Forte.

O deputado criticou o que classificou como uma postura “frágil” do governo federal no enfrentamento à violência, apontando que a atual PEC da Segurança Pública enviada pelo Executivo “não enfrenta o problema de forma efetiva”.

“A PEC é boa, mas é frágil. Ela tenta regularizar o fundo financeiro, o que é importante, mas não trata do enfrentamento direto. Segurança é cara, o crime está muito bem armado e estruturado, e as forças de defesa precisam estar preparadas para isso”, disse.

Pena de morte e atuação das Forças Armadas

Durante a entrevista, Danilo Forte defendeu que temas considerados polêmicos possam ser debatidos no Congresso como parte da discussão sobre segurança pública — entre eles, a pena de morte, a prisão perpétua e a participação das Forças Armadas em ações de combate ao crime.

“Há países da Europa onde o Exército faz busca e apreensão em aeroportos e vias públicas. A Marinha poderia ajudar no controle dos portos, que são rotas do tráfico de drogas. São 200 mil homens que poderiam servir à nação nessa área”, argumentou o deputado.

Forte também defendeu o uso da inteligência e do bloqueio financeiro de organizações criminosas, reforçando que o combate deve ocorrer “em todas as frentes” e com “unidade entre as polícias e as Forças Armadas”.

“Ou acabamos com o crime organizado, ou ele acaba com o país”

Ele citou ainda a necessidade de “agilidade” nas votações de projetos que reforcem o combate à violência e criticou a resistência de setores do governo a ações mais duras de segurança pública.

“As polícias querem a lei para poder agir, mas outros órgãos ligados a setores sociais são contra. O governo vê o problema, mas tem uma base política que resiste à intervenção. Enquanto isso, o país está em guerra”, concluiu.

Assista ao programa completo: 

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