Durante o programa Alive, apresentado por Julia Lucy no YouTube, a cientista política Carol Sponza afirmou que o Brasil não vive eleições livres e que o sistema político “precisa” de Flávio Bolsonaro como candidato.
Segundo Carol, a disputa eleitoral não se resume ao momento do voto. Para ela, o processo começa antes, na exclusão de nomes considerados inconvenientes ao sistema. “Não existem eleições livres no Brasil. Isso não tem a ver com urna eletrônica. Tem a ver com STF, tem a ver com TSE”, disse.
A cientista política citou declarações da ex-ministra Eliana Calmon para sustentar o argumento de que a candidatura de Lula ocorreu porque o sistema o enxergava como o único capaz de enfrentar Bolsonaro. Nesse contexto, afirmou que provas foram anuladas para permitir a volta do petista ao jogo eleitoral. “Tiraram o Lula da cadeia, anularam todas as provas para que ele derrotasse o Bolsonaro”, declarou.
Carol afirmou que a entrada de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial é uma resposta direta a esse cenário. Disse que o senador explicitou o problema ao se lançar como pré-candidato. “Ele falou: ‘eu sou o elefante na sala’. Ou se enfrenta a anistia, o fim do foro privilegiado e o impeachment de ministro do Supremo, ou vou ser eu o candidato”, relatou.
Ao tratar do papel do Judiciário, a cientista política citou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, apontando concentração de poder no processo eleitoral. “Você não precisa fraudar urna eletrônica. O ministro do TSE é o Alexandre de Moraes. Uma canetada final resolve tudo”, afirmou.
Carol também mencionou decisões recentes envolvendo o caso Banco Master e a atuação do Supremo. Disse que provas foram anuladas e que houve interferência direta na definição de peritos da Polícia Federal. Para ela, isso elimina a necessidade de fraudes clássicas. “Você não precisa questionar compra de voto. O sistema já está fechado”, afirmou.
No mesmo debate, o economista Ferri discordou da estratégia. Segundo ele, disputar eleições nessas condições legitima o sistema. “Quando você participa de um processo eleitoral, você está dando legitimidade para ele”, disse. Para Ferri, se não há confiança no processo, a saída seria a retirada da disputa.
Ferri também afirmou que questionamentos constantes ao sistema eleitoral afastam eleitores da direita. Disse já ter alertado Jair Bolsonaro de que críticas às urnas reduzem votos. “Cada questionamento faz a gente perder milhões de votos”, afirmou.
A jornalista Karina Michelin reforçou a defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro. Segundo ela, há um julgamento político em curso baseado em um “suposto golpe que nunca aconteceu”. Para Karina, os bastidores definem previamente quais candidatos podem ou não disputar. “As pessoas acham que decidem algo, mas quem decide são os bastidores políticos”, disse.
Karina afirmou que Flávio Bolsonaro é um candidato legítimo e que a direita precisa ocupar os espaços disponíveis. “Ignorar isso é negar a própria história”, declarou. Para ela, a participação da família Bolsonaro na disputa é uma defesa de legado político. “Se tem disputa acontecendo, ocupem os espaços”, afirmou.
