Flávio pede envio de observadores estrangeiros para acompanhar eleições
Brasília, Quarta, 22 de julho de 2026
Política

Flávio pede envio de observadores estrangeiros para acompanhar eleições

Durante encontro com diplomatas, parlamentar citou documentos da CIA sobre eleições venezuelanas

Flávio pede envio de observadores estrangeiros para acompanhar eleições
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

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Por Redação

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu ontem (21) a presença de observadores internacionais nas eleições deste ano e afirmou que o acompanhamento externo poderia ampliar a transparência do processo eleitoral. A declaração foi feita durante encontro em Brasília com representantes diplomáticos de mais de 40 países.

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Durante o evento, o senador também citou documentos da CIA divulgados na última sexta (17) sobre suspeitas envolvendo eleições na Venezuela e afirmou que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa”, ao mencionar a Smartmatic.

A Justiça Eleitoral, porém, nega a relação apontada pelo parlamentar e afirma que a empresa venezuelana nunca forneceu urnas ou softwares utilizados nas eleições brasileiras. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Smartmatic “atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras”.

Flávio afirmou que não questiona o sistema de votação do país e defendeu o envio de missões internacionais para acompanhar o pleito. “Não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições”, declarou.

Segundo o senador, a participação de especialistas estrangeiros poderia contribuir para tornar o processo “mais seguro e transparente”.

Durante o encontro, Flávio também mencionou a reunião realizada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores em 2022. De acordo com o senador, o objetivo do pai era demonstrar “uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral” aos representantes estrangeiros.

Na ocasião, Jair fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro e defendeu mudanças durante encontro com diplomatas. O episódio foi julgado pelo TSE, que condenou o ex-presidente à inelegibilidade por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Em nota, a campanha de Flávio afirmou que o senador “não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro” e disse que a presença de observadores internacionais “segue uma prática adotada em diversas democracias”, com o objetivo de “reforçar a transparência no sistema eleitoral”.

A equipe do pré-candidato também divulgou uma segunda nota em que afirma que Flávio apenas mencionou dois fatos públicos: “o fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai [Jair Bolsonaro]”, e “um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas”.

LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA:

“Não é verdade que o pré-candidato Flavio Bolsonaro tenha questionado a integridade do sistema de votações no Brasil.

Em sua fala, o pré-candidato se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: 1) o fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai, Jair Bolsonaro (uma notória reunião com embaixadores); 2) um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas.

Em sua fala, que é brevíssima neste ponto, o pré-candidato Flávio Bolsonaro afirma expressamente que “não está questionando o sistema de votação brasileiro” e exorta os diplomatas ali presentes a mandarem o maior número possível de representantes em missões de observação internacional.

Afastada qualquer descontextualização das falas do pré-candidato, sua equipe de pré-campanha reafirma sua integral confiança no sistema eleitoral brasileiro e sua crença irrestrita de que as missões de observação internacional devem ser fortemente estimuladas, pois contribuem para o aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições”.

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