Recém-eleito prefeito de NY, Zohran Mamdani é alvo de críticas por propostas socialistas inalcançáveis
Zohran Mamdani, recém-eleito prefeito de Nova York, venceu a disputa contra o ex-governador Andrew Cuomo, que concorreu como independente, e o candidato republicano Curtis Sliwa. O democrata muçulmano, autodenominado socialista, foi tema do programa ALive desta quarta-feira (05), apresentado pelo jornalista Claudio Dantas.
De acordo com o geneticista e jornalista Eli Vieira, Mamdani “é a culminação de um movimento que, desde o começo dos anos 2010, vem crescendo nos EUA, dentro da esquerda americana”, os chamados “socialistas democráticos”.
Um dos grupos que propagam esse “socialismo democrático” é o “Socialistas Democráticos da América (SDA)”, também ligado a figuras como a deputada Alexandria Ocasio-Cortez e o senador Bernie Sanders. O grupo se autodenomina “a maior e mais crescente organização socialista dos EUA”.
Vieira comentou sobre a base do agora prefeito. Para ele, “são universitários e pessoas com diploma de graduação” e não a “classe trabalhadora”, como propagado por diversos veículos.
Ainda segundo Eli, mesmo que Mamdani venha desse movimento de “socialista democrático”, ele é comunista. O especialista comentou sobre a declaração de Mike Johnson, presidente da Câmara dos EUA, que criticou a eleição do muçulmano, pontuando que ele defende o Hamas, aceita o antisemitismo e defende a tomada dos meios de produção, entre outros temas pró-esquerda.
Hoje, Johnson afirmou que Mamdani “representa, sem dúvida, a maior vitória para o socialismo na história do país e a maior derrota para o povo americano. Ele é verdadeiramente um marxista convicto”.
“Como mencionou ali o presidente da Câmara [dos Deputados] americana, tem muitos indícios de que ele é comunista, de fato, né? Então, quanto mais ele precisou se aproximar de fazer campanhas para convencer o público de um país que é a estrela do capitalismo global, ele foi amenizando esse papo”, afirmou Eli, que é articulista deste site.
O especialista também destacou que, nas redes sociais, Mamdani já usou um slogan que [Karl] Marx “usava para definir o socialismo, que é: ‘de cada um de acordo com sua capacidade, para cada um de acordo com sua necessidade'”.
Segundo ele, “soou lindo, né? Só levou a mais de 100 milhões de mortes, só no século XXI”.
Eli ainda citou que, quando foi eleita uma comunista declarada como prefeita na Índia, Mamdani comemorou e disse que “é isso que a gente precisa dos Estados Unidos para Nova Iorque”.
“Então, se você pegar o Mamdani lá de 2020, 2021, era bem abertamente comunista”, completou.

SOROS, O “SUGAR DADDY” DE MAMDANI
Mais de 100 grupos e organizações sustentaram a estrutura de campanha de Mamdani, segundo investigação da Fox News Digital. Eli comentou que o muçulmano tem a família Soros como “sugar daddy”, já que a Open Society, do globalista bilionário, contribuiu, mesmo que de maneira indireta, com a campanha.
Além disso, de acordo com Eli, um dos fundadores do GitHub, bilionário e herdeiro com fortuna de 30 bilhões de dólares, também financiou o democrata.
A campanha arrecadou US$7 milhões, cerca de R$37,8 milhões, e mobilizou 90 mil voluntários.
A estrutura política para a promoção de Mamdani em NY começou a ser articulada ainda em 2017, quando ele se aproximou de uma ativista de esquerda chamada Linda Sarsour, fundadora da ONG MPower Change – que atua na promoção da cultura islâmica nos EUA.
MAMDANI, “A INCÓGNITA”, E SUAS PROPOSTAS
Mamdani é uma incógnita para grande parte dos americanos. Uma pesquisa recente da CBS indicou que 46% do público não estava acompanhando de perto a eleição para prefeito de Nova York.
No início do ano, ele tinha apenas 1% nas pesquisas, poucos nova-iorquinos reconheciam seu nome, e sua própria equipe política estimava as chances de vitória em apenas 3%.
Entre suas propostas, o socialista pretende criar o primeiro programa universal de creche da cidade, tornar os ônibus municipais gratuitos e congelar o aluguel para 1 milhão de inquilinos.
Mamdani também propõe um imposto sobre os moradores mais ricos de NY e o aumento da alíquota do imposto corporativo municipal.
Entre as iniciativas mais controversas, está a criação de cinco supermercados subsidiados pelo governo, um em cada distrito da cidade. O plano foi criticado por opositores, que o comparam ao racionamento de alimentos imposto pela ditadura comunista de Josef Stalin.
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