O que mais irrita a esquerda sobre a operação de Cláudio Castro contra o CV
Brasília, Segunda, 29 de junho de 2026
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O que mais irrita a esquerda sobre a operação de Cláudio Castro contra o CV

Apoio popular a Cláudio Castro contra o CV irrita esquerda
Apoio popular a Cláudio Castro contra o CV irrita esquerda

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Por Claudio Dantas

Se até relógio quebrado acerta a hora duas vezes por dia, reproduzo aqui a mais recente pesquisa Quaest/Genial sobre a percepção da população fluminense em relação à operação Contenção. Mesmo com a Globo e boa parte da mídia do pix batendo em Claudio Castro, 64% dos entrevistados disseram aprovar a ação policial que matou 117 criminosos e prendeu outros 81. E pedem mais.

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Em maior ou menor medida, outros institutos confirmam o resultado massivo e é esse o desespero da esquerda neste momento. Fato é que a pauta anticrime é anterior ao fenômeno do bolsonarismo e muito mais ampla, mobilizando a maioria absoluta da sociedade brasileira, em todas as classes sociais e níveis de escolaridade.

Ao defender traficantes como vítimas dos usuários, dias antes da operação no RJ, Lula inadvertidamente se pôs ao lado do Comando Vermelho, do PCC, do Amigos dos Amigos e tantas outras facções que assombram o cotidiano do brasileiro. Embora alegue que a frase “foi mal colocada”, ela apenas coroou várias outras declarações do petista no mesmo sentido de proteger bandidos ou relativizar seus crimes.

Os iniciados na política sabem bem o que Lula fez nos verões passados, mas agora nem precisa citar Petrolão, Mensalão, Foro de SP ou esperar a delação de Hugo Carvajal – que o brasileiro médio nem sabe quem é. A questão se tornou muito, muito mais simples.

Todo cidadão já foi vítima de alguma violência ou conhece alguém que foi assaltado, sequestrado ou morto. No Rio, aliás, raros são aqueles que ainda não perderam algum amigo, familiar ou parente. É brutal e imperdoável.

Ciente disso, Cláudio Castro aproveitou o momento para fortalecer o BOPE, que muitos da esquerda queriam extinguir. Além de um investimento inédito de R$ 31,6 milhões em equipamentos de última geração, o governador também decidiu reajustar a gratificação da tropa em 67%.

Castro entendeu que, nesse caso, a política deve caminhar junto à técnica e se escorar nela. Por isso, ele receberá Alexandre de Moraes, amanhã, no Centro Integrado de Comando e Controle, e não no Palácio da Guanabara. A ideia é mostrar que sua gestão cercou-se de todas medidas de segurança para executar uma operação precisa, com inteligência, inclusive compartilhamento previamente o planejamento com a Polícia Federal.

Hoje, Moraes emitiu despacho determinando a “preservação e documentação rigorosa e integral” de todos os elementos materiais da operação Contenção, incluindo perícias e respectivas cadeias de custódia. A decisão foi tomada a pedido da Defensoria Pública da União (DPU), no âmbito da ADPF 635, cuja relatoria acabou no colo do ministro após aposentadoria de Luis Roberto Barroso.

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