Durante o programa Alive apresentado por Claudio Dantas hoje (26), comentaristas analisaram a decisão do ministro André Mendonça sobre a prorrogação da CPMI do INSS e a atuação do Senado.
Dantas afirmou que o ministro acolheu a alegação de parlamentares sobre omissão da Mesa do Senado diante do pedido de extensão dos trabalhos. Segundo ele, o requerimento foi apresentado em dezembro e não houve resposta. Disse que isso “significa um desrespeito absoluto” e criticou a condução do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O apresentador também afirmou que “está tudo pronto para o acordão” e questionou a atuação dos senadores diante do caso.
A cientista política Júlia Lucy afirmou que a decisão de Mendonça de levar o tema ao plenário foi estratégica. Segundo ela, o ministro buscou expor o posicionamento dos demais integrantes da Corte. Disse que a análise desta quinta-feira será um “teste de fogo” para medir a adesão dos ministros.
Ela afirmou que, em decisões anteriores, Mendonça adotou estratégia semelhante ao levar temas sensíveis à deliberação colegiada. Segundo Lucy, o resultado pode indicar se o ministro sairá “fortalecido” ou “enfraquecido” dentro do tribunal.
O analista econômico Ary Alcântara disse que a atuação de Alcolumbre reflete a posição majoritária do Senado. Segundo ele, o presidente da Casa “assume a cara do Senado” em decisões que, na avaliação dele, contam com apoio de outros parlamentares.
Alcântara também afirmou que a decisão de Mendonça tem caráter político ao submeter o tema ao plenário. Para ele, o julgamento indicará o posicionamento institucional sobre o caso.
O advogado e ex-juiz Adriano Soares da Costa afirmou que o debate sobre “acordão” indica desgaste institucional. Disse que a discussão reflete a percepção de atuação política do Supremo.
Segundo ele, a decisão de Mendonça segue a jurisprudência da Corte ao tratar da prorrogação de comissões parlamentares. Afirmou que o ministro buscou evitar questionamentos futuros ao submeter o tema ao plenário.
Costa declarou que eventual mudança na decisão pode expor ministros. Disse que, caso isso ocorra, haverá “ônus argumentativo muito forte” para os votos contrários.
O advogado também afirmou que a estratégia de levar o julgamento ao plenário físico amplia a exposição dos ministros. Segundo ele, a medida permite que os votos sejam acompanhados publicamente.
O debate ocorreu no contexto da análise do STF sobre a continuidade da CPMI do INSS e da decisão liminar que autorizou a prorrogação dos trabalhos.
