Alcolumbre ignora liminar de Mendonça sobre CPMI do INSS
Brasília, Sábado, 11 de julho de 2026
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Alcolumbre ignora liminar de Mendonça para prorrogar CPMI do INSS

Prazo terminou há pouco; presidente do Senado espera que plenário do STF derrube liminar do terrivelmente evangélico

Alcolumbre deixa vencer prazo dado por Mendonça para prorrogar CPMI do INSS
Alcolumbre deixa vencer prazo dado por Mendonça para prorrogar CPMI do INSS

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Por Claudio Dantas

Terminou às 18h21 o prazo de 48 horas dado por André Mendonça para Davi Alcolumbre receber e processar o requerimento de prorrogação da CPMI do INSS. Na liminar, o ministro estabeleceu que o não cumprimento da determinação seria interpretado como “aceitação tácita do pedido”, autorizando a Presidência da própria CPMI a prorrogar os trabalhos, pelo tempo definido pela minoria no limite da legislatura atual.

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A inércia de Alcolumbre é estratégica. Ele espera que o plenário do Supremo, que se reunirá amanhã, derrube a decisão de Mendonça. Para ganhar tempo, o senador pediu à Consultoria do Senado um parecer sobre a liminar, concedida em mandado de segurança apresentado pelo senador Carlos Viana (Pode-MG) e pelos deputados Alfredo Gaspar (União-AL) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). Até o momento, porém, o parecer não foi concluído.

Em sua liminar, o ministro acolheu a alegação dos parlamentares sobre omissão da Mesa Diretora diante do pedido de extensão dos trabalhos da CPMI, feito ainda em 19 de dezembro de 2025. O objetivo era renovar os trabalhos por mais 120 dias, após a identificação de novas frentes de investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o Banco Master. Sem prorrogação, a CPMI terá de encerrar no próximo dia 28, sábado.

Para Mendonça, a omissão em ler o requerimento viola o direito das minorias parlamentares, previsto na Constituição. Segundo ele, uma vez preenchidos os requisitos constitucionais, o recebimento e a leitura do requerimento são atos vinculados, sem possibilidade de juízo político discricionário sobre a conveniência da prorrogação. Desde o início da CPMI do INSS, Alcolumbre tem tomado várias medidas para impedir o avanço das investigações.

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