Jornalista critica presidente durante agenda na Ásia e diz que decisões são influenciadas por pressões externas
Durante o programa Alive, apresentado pelo jornalista Cláudio Dantas nesta segunda-feira (27), o comunicador fez duras críticas ao presidente Lula (PT), após a recente agenda do chefe do Executivo brasileiro no Sudeste Asiático.
Em seu comentário, Dantas afirmou que Lula estaria tentando “salvar a própria pele” diante do risco de sanções internacionais, e que suas ações recentes seriam um sinal de covardia política.
Segundo o jornalista, a reunião realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, seria a prova de que o presidente brasileiro teria cedido a pressões externas.
“Ele quer salvar a própria pele. Eu acho que o Lula não só cedeu, como a prova disso é justamente essa reunião lá em Kuala Lumpur. Ele pode bater no peito, mas no fim do dia ele é um covarde”, disse.
O apresentador ainda especulou sobre a possível influência da primeira-dama, Janja, na postura de Lula, sugerindo que ela teria alertado o presidente sobre restrições de viagem e riscos legais no exterior.
“Ele neste momento já está transferindo inclusive para o empresário a culpa. Acabou de dizer que os empresários é que deveriam se mexer e buscar outros destinos para os seus produtos”, afirmou.
Medo de Lula é virar alvo de sanções, como seus amigos Petro e Maduro. 🎙💥🚨📣🎯 pic.twitter.com/oozD68ssOm
— Claudio Dantas (@claudio_dantas_) October 27, 2025
Dantas também fez referências a figuras internacionais, como o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro e o ex-chefe da inteligência venezuelana, Paulo Carvajal, apontando uma suposta retomada de investigações relacionadas à corrupção revelada pela Operação Lava Jato.
Segundo ele, a presença de Carvajal nos Estados Unidos poderia reabrir casos envolvendo grandes empresas brasileiras, como a Odebrecht.
O comentário ocorre no mesmo dia em que Lula concedeu entrevista coletiva à imprensa em Kuala Lumpur.
O presidente afirmou que um acordo com os Estados Unidos poderia ser fechado “nos próximos dias”, mas ponderou que há pouca chance de sucesso caso a equipe de negociação seja liderada por pessoas de má vontade, em referência indireta aos negociadores indicados por Donald Trump, como Marco Rubio, Scott Bessent e Jamieson Greer.
Em relação à carta enviada por Trump antes do anúncio de tarifas contra produtos brasileiros, Lula afirmou que as informações contidas no documento eram inverídicas e que não existe perseguição política à oposição no Brasil.
No domingo (26), o petista e o presidente norte-americano se encontraram pessoalmente pela primeira vez, após uma ligação telefônica combinada durante a Assembleia Geral da ONU.
Assista ao programa completo:
