O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou a interlocutores que pode retardar a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, escolhido pelo presidente Lula (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da CNN.
A possibilidade de adiamento surge em meio ao desconforto de Alcolumbre com a forma como o Palácio do Planalto conduziu o anúncio. Segundo relatos, o senador foi surpreendido por notícias divulgadas na imprensa sobre o envio da indicação, sem confirmação direta prévia da data.
Embora já houvesse a expectativa de que o nome fosse encaminhado ao Senado, aliados afirmam que a ausência de alinhamento mais preciso gerou incômodo. Nos bastidores, cresce a avaliação de que o processo pode ser empurrado para depois das eleições, o que atrasaria a análise do indicado.
Cabe ao presidente do Senado dar andamento à tramitação, encaminhando a indicação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa prévia obrigatória para a realização da sabatina. O colegiado é presidido pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que depende dessa autorização para agendar a sessão.
O mal-estar também reflete divergências anteriores. Em 2025, Alcolumbre defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o posto, alternativa que acabou preterida pelo presidente da República.
Apesar do cenário, Messias tem buscado adotar um tom conciliador. Sem citar diretamente o presidente do Senado, afirmou que pretende reconstruir pontes com os parlamentares. Ao comentar a indicação, declarou que pretende retomar o diálogo “com humildade e fé”.
