O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse que não vê razão para uma greve de caminhoneiros contra a alta do diesel. A declaração foi feita na noite de ontem (17) durante o aniversário de 80 anos do ex-ministro José Dirceu (PT) em Brasília (DF).
Para ele, o governo Lula (PT) já tomou as medidas necessárias para conter o impacto da alta do petróleo no preço do diesel e garantir o abastecimento. “Eu espero que não tenha porque não tem muito sentido. Quer dizer, o governo já se antecipou, já tomou medidas”, afirmou Alckmin.
Grupos que representam caminhoneiros de diferentes regiões do Brasil se reúnem hoje (18) para definir a data de uma possível greve nacional. A mobilização ocorre em meio à alta no preço dos combustíveis, impulsionada pela guerra envolvendo EUA e Israel contra o Irã.
A categoria discute o envio de uma proposta ao governo Lula (PT) e considera paralisação caso não haja acordo com o Executivo.
O presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, o Chorão, afirmou ao site Poder360 que os caminhoneiros devem cruzar os braços se não houver avanço nas negociações com o governo petista.
“Estamos só terminando de alinhar com outras entidades e a partir de amanhã já teremos uma data definida”, disse na terça (17).
Segundo Chorão, a paralisação pode ser igual ou maior que a de 2018 e que “a dor” de 2026 dos caminhoneiros é a mesma de 8 anos atrás.
A mobilização pode incluir caminhoneiros autônomos, motoristas contratados por transportadoras e também motoristas de aplicativo.
A pressão ocorre após a alta do diesel. O preço médio do combustível em 19 capitais subiu de R$ 6,10, na semana de 1º a 7 de março, para R$ 6,58, entre 8 e 14 de março, segundo a ANP.
O governo Lula anunciou medidas para conter a alta provocada com a guerra, com impacto estimado em R$ 30 bilhões até o fim de 2026. Entre elas, a zeragem de PIS/Cofins e a criação de um subsídio de R$ 0,32 por litro.
Apesar disso, a Petrobras elevou, um dia depois, o preço do diesel A em 11,6% para distribuidoras, com aumento de R$ 0,38 por litro a partir de 14 de março. Com a mistura obrigatória, o impacto no diesel B vendido nos postos é de cerca de R$ 0,32 por litro.
