AGU recua em parte de notificação sobre “misoginia” no X
Brasília, Quinta, 18 de junho de 2026
Política

AGU recua em parte de notificação sobre “misoginia” no X

Órgão pede que plataforma preserve conteúdos de imprensa, mas mantém pedido de remoção ou rotulagem de publicações feitas por outros perfis

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, deixou de considerar alerta interno do próprio órgão que apontava o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi-FS), liderado pelo Frei Chico, irmão de Lula, como um dos principais suspeitos de descontos associativos ilegais a aposentados.
Foto: Ascom/AGU

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Por Redação

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou ao X (antigo Twitter), na sexta-feira (17), uma nova notificação extrajudicial ajustando parte de uma medida anterior relacionada a publicações sobre projetos de lei ligados ao combate à misoginia.

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Na manifestação mais recente, o órgão solicita que a plataforma não remova conteúdos produzidos por profissionais da imprensa que abordam o tema. A orientação representa uma revisão parcial da notificação anterior, que havia sido criticada por atingir postagens jornalísticas durante a aplicação das medidas.

Na semana passada, a AGU havia atendido a um pedido da deputada Erika Hilton (Psol-SP) para retirar publicações classificadas como desinformação sobre o chamado PL da Misoginia. Parte dos conteúdos derrubados, no entanto, tratava de outros projetos correlatos e não afirmava que se referiam ao texto aprovado no Senado.

Diante das críticas, a AGU passou a incluir na nova notificação uma ressalva específica para conteúdos de imprensa, orientando o X a considerar esse recorte ao avaliar eventuais remoções. O documento, assinado por integrantes da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia, não cita jornalistas nominalmente.

Apesar do ajuste, a medida não revoga a notificação original. A orientação de remoção ou rotulagem segue válida para outros perfis, especialmente influenciadores digitais e usuários comuns, que permanecem incluídos no escopo da decisão.

Entre os perfis inicialmente citados estavam contas de comunicadores, influenciadores e comentaristas políticos. Após a repercussão do caso, houve uma atualização que retirou uma jornalista da lista mais associada à controvérsia pública, mas manteve os demais alvos.

A jornalista mencionada no episódio afirmou, em rede social, que o recuo da AGU é parcial e insuficiente. Ela defendeu a suspensão total das medidas e pediu retratação institucional, além de questionar a atuação da deputada responsável pelo pedido inicial e de servidores envolvidos na análise do caso.

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