A mudança proposta por Tabata no PL da misoginia - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Política

A mudança proposta por Tabata no PL da misoginia

Proposta prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Por Redação

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), relatora do grupo de trabalho que discute a criminalização da misoginia, apresentou ontem (10) uma nova redação para o conceito do crime. A mudança altera o texto já aprovado pelo Senado e substitui a definição baseada em “ódio” e “aversão” por “menosprezo ou discriminação”.

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Segundo a parlamentar, a alteração busca uniformizar o entendimento jurídico da proposta: “A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher’”.

O projeto em discussão no Congresso prevê equiparar a misoginia ao crime de racismo, o que implica punições mais severas, como a imprescritibilidade e a inafiançabilidade. A proposta também insere o tema no conjunto de crimes de discriminação já previstos na legislação penal.

No parecer apresentado, a relatora manteve a pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa para casos enquadrados como misoginia. O texto ainda precisa passar pelo colegiado, com previsão de votação até 16 de junho.

Apesar de defender o PL como resposta a casos de violência e discurso de ódio contra mulheres, Tabata também criticou ambientes digitais associados à chamada “machosfera”, que, segundo ela, promovem conteúdos de hostilidade ao público feminino. A parlamentar defende medidas como suspensão de contas e restrições à monetização dessas páginas.

“Precisamos aprovar esse texto ainda neste mês. Enquanto a legislação não for atualizada, criminosos continuarão se sentindo à vontade para defender que mulheres sejam assassinadas, humilhadas e estupradas. É isso que queremos combater”, afirmou a deputada.

O Senado aprovou o projeto em 24 de março. A matéria que equipara a misoginia ao crime de racismo foi aprovada por unanimidade.

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