AGU dá 48h para Meta remover da internet conteúdo sobre bebidas adulteradas - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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AGU dá 48h para Meta remover da internet conteúdo sobre bebidas adulteradas

AGU dá 48h à Meta para retirar postagens sobre bebidas adulteradas e produtos falsificados.
Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, é notificada pela AGU a retirar da internet publicações sobre bebidas adulteradas. Foto: Chesnot/Getty Images

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Por Redação

Decisão busca conter os casos de intoxicação por metanol e combater o comércio na internet de materiais falsificados

A Advocacia-Geral da União (AGU) comunicou neste domingo (5) que notificou a empresa Meta, responsável por administrar o Facebook, Instagram e WhatsApp, sobre a obrigatoriedade de bloquear e remover conteúdos da internet relacionados à produção ilegal e ao incentivo à venda de bebidas adulteradas. A empresa tem 48 horas para cumprir a determinação.

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Combate à falsificação e riscos do metanol

A medida, tomada por meio da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, tem como objetivo reduzir os casos de contaminação por metanol em bebidas e combater o comércio de lacres, tampas, rótulos e garrafas usados na fabricação clandestina desses produtos.

Segundo o Ministério da Saúde, há 209 casos em investigação de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. A substância, quando ingerida, é metabolizada em compostos altamente tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem causar cegueira, danos neurológicos graves e até a morte.

AGU dá 48h à Meta para retirar postagens da internet sobre bebidas adulteradas e produtos falsificados.
Os casos de intoxicação por metanol em São Paulo têm alarmado as autoridades, devido ao aumento significativo de ocorrências. Foto: Nova Era News

A AGU informou ainda que, caso as medidas não sejam adotadas dentro do prazo estabelecido, a Meta poderá ser acionada judicialmente nas esferas civil, administrativa e criminal.

“A inércia na moderação desses conteúdos contraria as próprias políticas da plataforma, que proíbem expressamente a venda de produtos ilegais e de materiais destinados à falsificação”, concluiu a Procuradoria.

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