A Terceira Guerra Mundial é Cultural e já foi Deflagrada
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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A Terceira Guerra Mundial é cultural e foi deflagrada

Kirk é baleado em evento universitário nos Estados Unidos
Ativista Charlie Kirk foi baleado em evento universitário nos Estados Unidos.

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Por Claudio Dantas

A Terceira Guerra Mundial é cultural e foi deflagrada na quarta-feira 10, com o brutal assassinato do influenciador de direita Charlie Kirk, atingido por um tiro de longa distância. Captada por diferentes ângulos, a imagem do ativista desfalecendo enquanto seu sangue jorrava pelo pescoço foi comemorada nas redes por milhares de perfis de esquerda, não só nos Estados Unidos.

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No Brasil, entre os casos notórios estão o do médico Ricardo Barbosa e o do jornalista Eduardo Bueno. Barbosa elogiou a “mira impecável” de Tyler Robinson, o atirador. “Que bom para as filhas dele, né?!”, ironizou Bueno, sobre Kirk. Além do cinismo e do desprezo pela vida alheia, Barbosa e Bueno têm em comum o apreço pelo comunismo, que prega a desumanização cínica de rivais políticos e o desprezo pela vida alheia, inclusive a de seus militantes.

A história é marcada pelo que historiadores chamam de evento-limite; tipo de ocorrência traumática que marca uma inflexão histórica, rompendo paradigmas e gerando um efeito avassalador de consequências imprevistas. A morte de Kirk me parece um desses eventos, como foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, estopim da Primeira Guerra; e a invasão da Polônia, no caso da Segunda.

Estopins detonam bombas, mas não são as bombas em si. Na prática, as circunstâncias para a deflagração da Terceira Guerra estão postas há tempos, mas faltava o elemento catalizador. Há tempos, os valores cristãos que forjaram as democracias ocidentais são alvos de sabotagens sistemáticas, mas o identitarismo woke elevou em muito o nível de tensão social ao transformar ataques à vida, à família e à propriedade em políticas públicas.

À leniência da Justiça com criminosos somou-se a perseguição judicial ao conservadorismo, com apoio flagrante da mídia mainstream. O sangue derramado de Kirk fez o copo transbordar, ou melhor, gerou fagulha num ambiente saturado de gás inflamável. “Vocês não têm ideia do fogo que acenderam”, disse Erika Kirk, ao velar o corpo do marido, enquanto tentava explicar para sua filha de 3 anos que seu pai não voltará mais para casa.

“Os gritos de dor desta viúva vão ecoar pelo mundo como um grito de guerra. Se vocês achavam que a missão do meu marido já era poderosa antes, não fazem ideia, não fazem ideia do que acabaram de desencadear por todo este país e pelo mundo.”

Em Londres, a imagem de Charlie Kirk inundou manifestação convocada por Tommy Robinson contra a invasão migratória de muçulmanos. Nas redes, perfis conservadores começaram a listar todos aqueles que comemoraram a morte do ativista; no Brasil, famosos e anônimos estão sendo expostos pelo comportamento desumano; enquanto lideranças de direita clamam por boicote geral a veículos de mídia colaboracionistas.

Praticamente todos os sites e canais trataram Kirk como “extrema direita”, tentando justificar indiretamente seu assassinato; da mesma forma que apoiaram a condenação sem provas de Jair Bolsonaro, ignorando as violações constitucionais e parcialidade de seus julgadores, que não esconderam a satisfação com o resultado já previsto do julgamento.

Embora sejam esperadas novas sanções contra ministros do Supremo, e autoridades dos EUA já tenham até anunciado a suspensão de vistos para o médico e o historiador de esquerda; essa Terceira Guerra não é liderada de dentro dos gabinetes, mas nas ruas. Essa foi a trincheira de Charlie Kirk e, agora, o campo de batalha de milhões de cidadãos que ele inspirou.

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